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PLANTÃO

Redes devem informar canais de denúncia de violência à mulher

21h22
SAT., 12 DE SET. DE 2026
Criminal

Redes devem informar canais de denúncia de violência à mulher

Notificação conjunta pede procedimentos para remoção de conteúdo íntimo, uso de inteligência artificial e criação de contato direto com empresas no Brasil.

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Notificação conjunta pede procedimentos para remoção de conteúdo íntimo, uso de inteligência artificial e criação de contato direto com empresas no Brasil.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Três secretarias do governo federal notificaram as redes sociais para obter regras claras sobre denúncias de violência virtual contra mulheres. O objetivo central consiste em repassar o funcionamento dessas ferramentas para orientar usuárias atendidas pela central Ligue 180.

O documento conjunto partiu da Secretaria de Políticas Digitais, vinculada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), ao lado de equipes técnicas do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério das Mulheres.

O que o governo exige das redes sociais

O governo federal solicitou que as empresas de tecnologia expliquem em detalhes o funcionamento de seus fluxos para acolher denúncias de usuárias. A lista de pedidos inclui a apuração sobre imagens íntimas expostas sem consentimento, condutas de assédio, episódios de violência política e conteúdos produzidos por ferramentas digitais manipuladas.

As secretarias deram prazo de 15 dias para as companhias enviarem as respostas. A notificação cobra métodos específicos adotados para retirar registros gerados por inteligência artificial, como montagens e adulterações que atacam a integridade feminina.

A cobrança também abrange mecanismos internos voltados a coibir ataques organizados contra mulheres que ocupam funções de visibilidade pública no debate político nacional.

Como a medida altera o atendimento às vítimas

As informações enviadas pelas plataformas servirão para abastecer os atendentes do serviço público com instruções precisas sobre cada aplicativo. A partir desse mapeamento, a equipe estatal conseguirá indicar o caminho exato para a retirada de publicações ofensivas e o acionamento dos recursos de segurança de cada rede social.

A medida não gera efeitos diretos nas contas das usuárias neste primeiro momento. O procedimento atua nos bastidores operacionais para transformar o Ligue 180 em um guia prático de denúncias contra a violência virtual.

Com dados padronizados em mãos, as equipes de atendimento poderão orientar a mulher sobre quais telas acionar, que provas guardar e quanto tempo cada empresa costuma demorar para derrubar agressões virtuais.

Quais regras fundamentam a cobrança oficial

O pedido conjunto baseia-se nas determinações legais sobre remoção de material íntimo e nas diretrizes federais para resguardo feminino na rede. A notificação cobra também que cada empresa indique formalmente um responsável institucional residente no país para manter contato ágil e permanente com os órgãos fiscalizadores brasileiros.

A investida apoia-se no artigo 21 do Marco Civil da Internet, regra que obriga os provedores a retirarem do ar imagens e vídeos íntimos divulgados sem autorização logo após aviso formal da vítima. O expediente também cumpre orientações do Decreto 12.976/2026, norma criada para reforçar o combate aos crimes digitais contra o público feminino.

Os órgãos federais determinaram que as empresas nomeiem um ponto focal, que funciona como o representante direto da empresa no Brasil encarregado de dialogar com as autoridades. O ofício enviado em 12 de setembro de 2026 adota caráter de cooperação mútua, sem anúncio imediato de sanções processuais.

Perguntas frequentes

Qual é o prazo para as redes sociais responderem ao governo?
As plataformas receberam o prazo sugerido de 15 dias para prestar as informações técnicas solicitadas pelos ministérios federais. O documento governamental foi expedido em 12 de setembro de 2026 em caráter de cooperação institucional entre a administração pública e as companhias de tecnologia que operam no Brasil.
O que muda agora para quem sofre violência na internet?
Nada muda de forma imediata nos aplicativos neste momento. O procedimento governamental levanta dados internos para qualificar a equipe do Ligue 180, permitindo que a central ensine o passo a passo de exclusão de publicações conforme as ferramentas específicas de cada aplicativo.
As regras alcançam materiais criados por inteligência artificial?
Sim. O governo federal questionou expressamente se os mecanismos de moderação e acolhimento de queixas das companhias cobrem montagens íntimas forjadas por inteligência artificial. A intenção ministerial envolve enfrentar ferramentas que simulam imagens e sons para constranger ou violentar mulheres na rede.
Quem assinou a notificação enviada às plataformas?
O documento partiu da Secretaria de Políticas Digitais da Secom, da Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e da Secretaria de Enfrentamento à Violência contra Mulheres. As três frentes uniram exigências técnicas para mapear o tratamento de denúncias nas redes.

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