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PLANTÃO

STF homologa delação sobre filme de Bolsonaro

20h22
THU., 10 DE SET. DE 2026
Criminal

STF homologa delação sobre filme de Bolsonaro

Acordo com o doleiro Freixo Júnior envolve repasses do Banco Master e mira movimentações financeiras ligadas a Flávio e Eduardo Bolsonaro.

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Acordo com o doleiro Freixo Júnior envolve repasses do Banco Master e mira movimentações financeiras ligadas a Flávio e Eduardo Bolsonaro.
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro André Mendonça validou o acordo de colaboração premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior. A decisão insere oficialmente as revelações nas apurações sobre a rota de pagamentos de uma obra cinematográfica biográfica.

A delação recebeu o aval judicial nesta quarta-feira (9 de setembro). Com o despacho, as declarações e provas entregues pelo operador financeiro ganham força de prova processual dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento investiga se doações privadas mascararam movimentações ilícitas em favor de aliados políticos.

O caminho do dinheiro segundo a apuração

As apurações apontam repasses do empresário Daniel Vorcaro para financiar a produção cinematográfica Dark Horse, cinebiografia a respeito de Jair Bolsonaro. Os valores saíram do controle do proprietário do Banco Master e transitaram por contas paralelas.

Freixo Júnior, conhecido pelo apelido de Mineiro, atuava como operador da distribuição internacional desses montantes. Os investigadores descobriram transferências direcionadas à conta do fundo Havengate, localizado nos Estados Unidos. A gestão dessa estrutura financeira estrangeira pertence a um advogado ligado diretamente à família do ex-presidente da República.

Políticos atingidos pelas investigações

Os depoimentos atingem diretamente o senador Flávio Bolsonaro, atual concorrente na disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto. O congressista buscou apoio financeiro junto a Vorcaro com o argumento de pagar os custos operacionais da produção sobre o pai. Em manifestações públicas, o senador sustenta que a totalidade das quantias recebidas foi gasta na realização da película.

O caso também alcança Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que reside no território norte-americano. O ex-parlamentar possui condenação judicial anterior por coação no curso do processo, situação que ocorre quando alguém emprega violência física ou ameaça grave para interferir no andamento de uma ação penal. A condenação decorreu da articulação de retaliações comerciais contra exportações do Brasil na tentativa de frear punições judiciais a Jair Bolsonaro.

O que muda na tramitação do processo

Na prática imediata, nada muda quanto à prisão ou perda de direitos políticos dos citados. A homologação representa apenas a validação formal da legalidade do pacto firmado entre o réu e a Justiça, confirmando que o delator prestou depoimento de forma espontânea.

A partir deste momento, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República podem usar os novos relatos para pedir quebras de sigilo bancário, buscas e depoimentos adicionais. Os investigados continuam exercendo suas atividades regulares e negam qualquer recebimento irregular de recursos.

Perguntas frequentes

O que o STF decidiu sobre o caso?
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, homologou o acordo de delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior. A decisão reconhece a validade jurídica das declarações prestadas pelo doleiro, permitindo o uso formal das provas na apuração sobre repasses ligados ao Banco Master.
Quem fez os repasses para o filme?
Segundo a apuração do Supremo Tribunal Federal, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, repassou valores para a produção do longa sobre Jair Bolsonaro. O doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior intermediou os envios para um fundo financeiro sediado nos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro cometeu crime eleitoral?
O material oficial não detalha nenhuma imputação de crime eleitoral contra Flávio Bolsonaro. O senador confirma que pediu recursos a Daniel Vorcaro, mas afirma categoricamente que todo o dinheiro recebido foi aplicado de forma integral nos custos da cinebiografia.
Alguém foi preso nesta decisão?
Nenhuma ordem de prisão foi expedida no despacho de André Mendonça. A homologação apenas valida o acordo processual do colaborador, sem alterar a situação cautelar de nenhum investigado ou participante da ação penal em andamento.

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