ANTT aponta que ônibus de acidente no RJ era clandestino
Veículo com 56 passageiros tombou em Petrópolis após sair de Belo Horizonte; nenhuma das empresas ligadas ao coletivo tinha autorização para a viagem.

O ônibus que tombou e deixou 10 mortos na serra de Petrópolis operava sem autorização para transportar passageiros entre estados. A constatação é da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que classificou o serviço como transporte clandestino.
Irregularidades no cadastro e nos registros do veículo
A ANTT constatou que o coletivo com a marca Estrela Guia Turismo não possui cadastro ativo para viagens interestaduais. A fiscalização identificou que o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com aviso de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas companhias tem autorização para atuar no trecho.
O veículo também circulava com um adesivo da empresa Samara, companhia que a ANTT apontou estar inapta para operação. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus levava 56 pessoas a bordo na madrugada do acidente, incluindo o motorista e dois ajudantes.
Eventuais esclarecimentos e manifestações serão apresentados oportunamente nos autos dos processos dos quais a empresa venha a fazer parte.
Aroldo Leão Braz, advogado da assessoria jurídica da Estrela Guia
O que muda para as investigações e a defesa
A empresa Estrela Guia informou em nota que presta assistência às famílias das vítimas, cobrindo o transporte dos sobreviventes e o translado dos corpos. Contudo, na esfera jurídica, a defesa da viação optou por concentrar todas as respostas diretamente na tramitação dos processos judiciais.
Atendimento hospitalar e identificação das vítimas
O tombamento ocorreu na madrugada de domingo, 16 de agosto de 2026, no trajeto que seguia em direção ao bairro de Copacabana. O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, recebeu 11 vítimas, liberou seis após atendimento e manteve cinco sob internação médica.
Outros 14 passageiros seguiram para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias. Na unidade médica, uma passageira de 34 anos morreu durante o socorro. O hospital deu alta para oito feridos e manteve cinco internados com quadro estável. A Secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) identificou nove dos dez mortos por meio de perícia no posto técnico de Petrópolis.
Perguntas frequentes
O que a ANTT constatou sobre a viagem?
Quem era o responsável pelo ônibus acidentado?
O que a empresa alegou sobre o acidente?
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