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PLANTÃO

ANTT aponta que ônibus de acidente no RJ era clandestino

13h44
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Processo

ANTT aponta que ônibus de acidente no RJ era clandestino

Veículo com 56 passageiros tombou em Petrópolis após sair de Belo Horizonte; nenhuma das empresas ligadas ao coletivo tinha autorização para a viagem.

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Veículo com 56 passageiros tombou em Petrópolis após sair de Belo Horizonte; nenhuma das empresas ligadas ao coletivo tinha autorização para a viagem.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ônibus que tombou e deixou 10 mortos na serra de Petrópolis operava sem autorização para transportar passageiros entre estados. A constatação é da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que classificou o serviço como transporte clandestino.

Irregularidades no cadastro e nos registros do veículo

A ANTT constatou que o coletivo com a marca Estrela Guia Turismo não possui cadastro ativo para viagens interestaduais. A fiscalização identificou que o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com aviso de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas companhias tem autorização para atuar no trecho.

O veículo também circulava com um adesivo da empresa Samara, companhia que a ANTT apontou estar inapta para operação. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus levava 56 pessoas a bordo na madrugada do acidente, incluindo o motorista e dois ajudantes.

Eventuais esclarecimentos e manifestações serão apresentados oportunamente nos autos dos processos dos quais a empresa venha a fazer parte.

Aroldo Leão Braz, advogado da assessoria jurídica da Estrela Guia

O que muda para as investigações e a defesa

A empresa Estrela Guia informou em nota que presta assistência às famílias das vítimas, cobrindo o transporte dos sobreviventes e o translado dos corpos. Contudo, na esfera jurídica, a defesa da viação optou por concentrar todas as respostas diretamente na tramitação dos processos judiciais.

Atendimento hospitalar e identificação das vítimas

O tombamento ocorreu na madrugada de domingo, 16 de agosto de 2026, no trajeto que seguia em direção ao bairro de Copacabana. O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, recebeu 11 vítimas, liberou seis após atendimento e manteve cinco sob internação médica.

Outros 14 passageiros seguiram para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias. Na unidade médica, uma passageira de 34 anos morreu durante o socorro. O hospital deu alta para oito feridos e manteve cinco internados com quadro estável. A Secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) identificou nove dos dez mortos por meio de perícia no posto técnico de Petrópolis.

Perguntas frequentes

O que a ANTT constatou sobre a viagem?
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus não tinha habilitação no sistema federal para realizar viagens interestaduais. Por causa da ausência de autorização das empresas ligadas ao veículo, o órgão regulador enquadrou a viagem entre Minas Gerais e Rio de Janeiro como transporte clandestino de passageiros.
Quem era o responsável pelo ônibus acidentado?
O veículo exibia a identificação da Estrela Guia Turismo, mas o registro oficial estava no nome de Dinna Ellles Turismo, com comunicado de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. A ANTT apontou que nenhuma dessas empresas, nem a viação Samara constante em adesivo, tinha autorização regular.
O que a empresa alegou sobre o acidente?
A assessoria jurídica da Estrela Guia Turismo informou que fará esclarecimentos apenas nos autos dos futuros processos. A empresa manifestou pesar pelo ocorrido e afirmou fornecer apoio às famílias das vítimas com o custeio do translado dos corpos e o transporte dos passageiros sobreviventes.

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