SUS pode estender apoio psicológico a pais de crianças com fissura labiopalatina
Texto aprovado na Comissão de Saúde da Câmara também troca termo pejorativo na lei e exige envio rápido a centros especializados.

Pais e responsáveis por pacientes operados de fissura labiopalatina — abertura congênita no lábio ou no céu da boca — terão direito a atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida avançou na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
O que muda para as famílias
Hoje, a legislação brasileira assegura ao próprio paciente a cirurgia reconstrutiva gratuita e as terapias complementares pelo SUS, como fonoaudiologia, ortodontia e psicologia. A nova redação inclui expressamente os responsáveis legais na assistência psicológica pós-cirúrgica.
O texto cria ainda a obrigação de encaminhar imediatamente bebês com diagnóstico confirmado durante o pré-natal ou logo após o parto para centros de referência. Nesses locais, equipes multidisciplinares organizam o plano de tratamento e preparam o calendário das cirurgias de correção.
Troca oficial de termos na legislação
O parecer substitutivo do relator, deputado Geraldo Resende, unificou o Projeto de Lei 2157/25, apresentado pelo ex-deputado Augusto Puppio, a outras propostas que tramitavam em conjunto. A versão aprovada retira o termo leporino das normas federais de saúde pública.
aproxima a legislação do padrão técnico-científico usado na área da saúde e evita o uso de terminologias pejorativas
Geraldo Resende, deputado federal e relator da proposta
Impactos da fissura labiopalatina
A condição ocorre quando as estruturas do lábio ou do palato não se fecham durante o desenvolvimento do feto na gestação. Sem a intervenção médica e terapêutica adequada, a anomalia compromete funções básicas do desenvolvimento infantil:
- Alimentação e sucção nos primeiros meses de vida;
- Respiração e desenvolvimento da arcada dentária;
- Audição e articulação correta da fala.
Tramitação e prazos para virar lei
A aprovação na Comissão de Saúde ocorreu em 14 de agosto de 2026, mas a regra ainda não está em vigor. O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Para entrar no ordenamento jurídico nacional, o texto precisa da validação da CCJ, do Plenário da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e da sanção da Presidência da República.
Perguntas frequentes
Quem tem direito ao apoio psicológico pela nova proposta?
A nova regra já está valendo nos hospitais?
O que o SUS já oferece hoje para esses pacientes?
Por que o termo lábio leporino está sendo retirado?
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