TRT-2 acumula quase 1 milhão de ações e cobra concursados
Debate na CMO expõe déficit de 488 vagas no maior tribunal trabalhista do país, com 5,3 mil aprovados à espera de convocação prevista no Orçamento de 2026.

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) debateu a falta de pessoal no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que opera com 488 cargos vagos enquanto reúne quase 1 milhão de ações pendentes.
O TRT-2 abrange a capital paulista e outros 45 municípios, concentrando 19% de todos os processos trabalhistas do Brasil. A deputada federal Professora Luciene Cavalcante cobrou a chamada imediata de concursados para repor o quadro e evitar prejuízos a quem depende de decisões judiciais.
O que muda para quem espera o julgamento
A demora nos julgamentos trava o recebimento de verbas de natureza alimentar por trabalhadores e prolonga a insegurança jurídica de empresas que aguardam sentenças definitivas.
A falta de pessoal nas unidades eleva a sobrecarga de trabalho dos servidores ativos e desacelera o andamento das ações. Representantes dos concursados afirmam que 5,3 mil pessoas aguardam convocação desde a homologação do último processo seletivo.
Isso resvala no cidadão, que é afetado com uma demora processual; na empresa, que vive numa incerteza constante; no advogado, que não sabe quando o processo vai findar e quando receberá seus honorários. Há uma gama de entes afetados. A Justiça do Trabalho não pode ser abandonada.
Fernanda Coimbra de Lima, integrante da comissão de aprovados
Situação orçamentária e estrutura do tribunal
As contratações solicitadas contam com respaldo financeiro previsto na Lei Orçamentária de 2026. A execução depende do preenchimento das vagas autorizadas para regularizar o fluxo de atendimento da Justiça Trabalhista em São Paulo.
O TRT-2 conta hoje com 217 varas do trabalho, 92 desembargadores, 512 juízes e 5.315 servidores efetivos, além de estagiários e terceirizados.
Quem participou da audiência no Congresso
O debate realizado nesta terça-feira (18 de agosto de 2026) reuniu parlamentares e entidades sindicais para pressionar por soluções funcionais no tribunal.
Estiveram presentes o deputado estadual Carlos Giannazi, a representante do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de São Paulo, Camila Gradim, e a coordenadora da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Luciana Carneiro.
Perguntas frequentes
Quantos servidores faltam no TRT-2?
Quantos candidatos aprovados aguardam posse?
Existe previsão no Orçamento para as contratações?
Qual é a área de atuação do TRT-2?
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