Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 16/08/2026Entrar
PLANTÃO

Registro de candidatura termina neste sábado

08h15
SUN., 16 DE AGO. DE 2026
Agrário

Ônibus escolar rural pode levar professores e outros alunos

Projeto aprovado na Comissão de Educação do Senado libera assentos vagos sem tirar a prioridade de estudantes do campo

Por
𝕏 f
Projeto aprovado na Comissão de Educação do Senado libera assentos vagos sem tirar a prioridade de estudantes do campo
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

A Comissão de Educação do Senado Federal (CE) aprovou projeto que permite a professores e estudantes universitários ou da rede técnica ocupar assentos livres nos ônibus do transporte escolar rural.

A regra só vale quando sobrarem lugares nos veículos. Alunos da educação básica pública que moram no campo continuam com prioridade absoluta no embarque.

O que muda na prática

Prefeituras e governos estaduais enfrentam trajetos longos no campo com veículos escolares que rodam com bancos vazios. A proposta altera a regra do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) para dar função a essa capacidade ociosa.

Pelo texto aprovado nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026), os assentos disponíveis poderão atender docentes da rede pública, universitários, moradores da zona urbana e matriculados na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O parecer substitutivo apresentado pela senadora Jussara Lima ao PL 743/2023, de autoria do deputado federal Pompeo de Mattos, recebeu leitura do senador Camilo Santana antes da votação.

Quem ganha acesso às vagas extras

O texto beneficia profissionais e estudantes que dependem de locomoção em áreas remotas onde não existe transporte público regular. A permissão contempla:

  • Professores que dão aulas para as turmas da zona rural;
  • Estudantes da educação superior;
  • Alunos de áreas urbanas;
  • Matriculados nos 39 Institutos Federais, centros tecnológicos, colégios agrícolas e no Colégio Pedro II.

Veículos escolares operados diretamente por unidades da rede federal de ensino também entram no modelo compartilhado, desde que autorizados localmente.

Regulamentação e próximos passos

A liberação dos assentos não ocorre de forma automática. Estados, municípios e o Distrito Federal precisam regulamentar as rotas e definir em quais trechos o compartilhamento pode funcionar sem prejudicar as crianças atendidas.

O projeto também preserva as diretrizes da Lei 12.816, de 2013, que cuida do financiamento federal para a compra de ônibus escolares. A proposta ainda não virou lei: o texto precisa passar por votação em turno suplementar, que é uma segunda confirmação na própria comissão, antes de seguir para análise no Plenário do Senado Federal.

Perguntas frequentes

Quem tem direito a usar os ônibus escolares rurais?
A prioridade total continua sendo dos alunos da educação básica pública residentes no campo. Professores desses estudantes, universitários e alunos de escolas técnicas federais só podem embarcar se restarem assentos vagos no veículo.
A nova regra já está valendo nos municípios?
Não. O projeto de lei precisa passar por votação em turno suplementar na Comissão de Educação e depois ser votado no Plenário do Senado Federal antes de seguir para sanção e regulamentação local.
Como funcionará a autorização para entrar nos ônibus?
Cada prefeitura ou governo estadual precisará publicar regras próprias para o serviço, estabelecendo quais trajetos específicos aceitam o uso compartilhado de vagas ociosas sem comprometer o trajeto escolar regular.
Estudantes de institutos federais podem utilizar os veículos?
Sim. Uma emenda apresentada durante a tramitação garantiu que alunos dos Institutos Federais e demais escolas técnicas vinculadas à União possam ocupar as vagas ociosas do transporte rural.

Leia também