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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Consumidor

Adesivo eleitoral no carro pode anular seguro auto

Seguradoras exigem aviso prévio para campanhas políticas e podem recusar indenização por roubo, colisão ou vandalismo.

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𝕏 f
Seguradoras exigem aviso prévio para campanhas políticas e podem recusar indenização por roubo, colisão ou vandalismo.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Motoristas que usam adesivos políticos ou trabalham em campanhas precisam notificar a seguradora. Sem esse aviso prévio, as empresas podem recusar o pagamento de indenizações em casos de roubo, furto ou acidentes.

O alerta parte da Federação Nacional de Seguros Gerais para o período das disputas de 2026. A divulgação feita nesta segunda-feira (10 de agosto) reforça que circular com propaganda de candidatos modifica o perfil de uso do veículo avaliado no momento da contratação original.

Por que a propaganda altera a cobertura

A adesivação e a circulação em atividades de campanha aumentam a exposição do veículo a acidentes, vandalismo e eventos públicos. Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, essa alteração representa um agravamento direto do risco para as empresas.

A utilização do automóvel para o transporte de material impresso, deslocamento de equipes de apoio ou suporte logístico modifica as condições declaradas. Se o proprietário alterar essa rotina sem atualizar a apólice, a seguradora ganha respaldo contratual para negar o ressarcimento após uma ocorrência.

Danos que o seguro tradicional não cobre

A maioria dos contratos convencionais traz exclusões explícitas para prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo. Veículos presentes em passeatas, comícios e carreatas ficam sujeitos a esses episódios sem a proteção financeira padrão da FenSeg.

A entidade esclarece também que estragos em envelopamentos, plotagens e adesivos aplicados na lataria não recebem indenização automática em um sinistro. As seguradoras consideram esses itens acessórios externos, exigindo cláusulas específicas e adicionais para ter garantia na apólice.

O que muda para o motorista na prática

Quem pretende adesivar o carro ou prestar serviços eleitorais deve contatar o corretor ou a empresa de seguros antes de iniciar as atividades. A omissão sobre o novo perfil de uso anula o direito de receber o valor do prejuízo em até 3 situações de sinistro: colisão, furto ou roubo.

A orientação alcança proprietários que adesivam veículos particulares para apoio militante ou para trabalho remunerado em todo o país. O cancelamento da cobertura pode ocorrer durante ou após o período eleitoral caso a irregularidade seja constatada pela perícia.

Perguntas frequentes

Preciso avisar a seguradora se colar adesivo de candidato?
Sim. A Federação Nacional de Seguros Gerais orienta que qualquer motorista informe a seguradora antes de aplicar adesivos ou usar o veículo em campanhas. A falta de aviso prévio pode fazer a empresa recusar o pagamento da indenização em casos de batida, furto ou roubo.
O seguro cobre arranhões e vandalismo em comícios?
Não. A maioria das apólices convencionais exclui expressamente danos provocados por vandalismo, tumultos e motins. Caso o veículo seja danificado em manifestações políticas ou aglomerações, a seguradora não pagará pelos estragos na lataria ou nos adesivos, a menos que haja cobertura especial contratada.
O adesivo eleitoral em si tem cobertura do seguro?
Não em contratos padrão. A inclusão de adesivos, plotagens e envelopamentos exige contratação adicional na apólice. A Federação Nacional de Seguros Gerais esclarece que seguros comuns indenizam apenas a estrutura original do automóvel, deixando materiais publicitários de fora do ressarcimento.

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