Coronel vira réu por ameaçar testemunhas de assédio sexual
Justiça Militar aceita denúncia do MPRJ contra Lauro César Botto Maia, retira porte de arma do oficial e proíbe entrada em quartel.

A Justiça Militar aceitou denúncia contra o coronel Lauro César Botto Maia, do Corpo de Bombeiros, por coagir quatro testemunhas que o acusavam de assédio sexual. O militar perdeu o porte de arma.
Medidas cautelares impostas ao oficial
O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da Auditoria da Justiça Militar, rejeitou a prisão preventiva do coronel, mas impôs restrições severas.
O oficial perdeu o direito de carregar armas de fogo e não pode entrar no quartel do Comando-Geral da corporação, nem contatar a vítima ou as testemunhas. A decisão também proíbe declarações públicas sobre os envolvidos no processo.
Como funcionavam as ameaças às testemunhas
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o coronel usou um perfil falso no WhatsApp, em nome de "Marcos João", para intimidar 4 sargentos recém-ingressadas na corporação. As mensagens enviadas em 29 de junho de 2026 citavam familiares das militares e pressionavam pelo recuo nos depoimentos.
O oficial afirmava que ainda dava tempo de "reparar o dano" e acusava as subordinadas de servirem a interesses de terceiros. A promotoria aponta que a intimidação cresce devido à diferença de patente entre o coronel e as praças.
ao examinar a denúncia, pode-se concluir que além do fato criminoso, a inicial descreveu todas e as demais circunstâncias necessárias à apreciação da prática delituosa, e, em especial, o lugar do crime; o tempo do fato e a conduta objetiva em que teria incorrido o denunciado
Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, juiz da Auditoria da Justiça Militar
Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, juiz da Auditoria da Justiça Militar
O caso original de assédio sexual
A investigação inicial começou após o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MPRJ denunciar o coronel por assédio sexual em julho. Ele enviou mensagens inadequadas a uma subordinada entre o fim de 2024 e julho de 2025 para obter favores sexuais.
O processo criminal contra Lauro César Botto Maia segue em andamento para análise das provas e julgamento do mérito pela Justiça Militar.
Perguntas frequentes
O coronel Lauro César Botto Maia foi preso?
Quais restrições o oficial cumpre durante o processo?
Como ocorreram as ameaças contra as testemunhas?
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