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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Coronel vira réu por ameaçar testemunhas de assédio sexual

Justiça Militar aceita denúncia do MPRJ contra Lauro César Botto Maia, retira porte de arma do oficial e proíbe entrada em quartel.

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Justiça Militar aceita denúncia do MPRJ contra Lauro César Botto Maia, retira porte de arma do oficial e proíbe entrada em quartel.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Justiça Militar aceitou denúncia contra o coronel Lauro César Botto Maia, do Corpo de Bombeiros, por coagir quatro testemunhas que o acusavam de assédio sexual. O militar perdeu o porte de arma.

Medidas cautelares impostas ao oficial

O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da Auditoria da Justiça Militar, rejeitou a prisão preventiva do coronel, mas impôs restrições severas.

O oficial perdeu o direito de carregar armas de fogo e não pode entrar no quartel do Comando-Geral da corporação, nem contatar a vítima ou as testemunhas. A decisão também proíbe declarações públicas sobre os envolvidos no processo.

Como funcionavam as ameaças às testemunhas

Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o coronel usou um perfil falso no WhatsApp, em nome de "Marcos João", para intimidar 4 sargentos recém-ingressadas na corporação. As mensagens enviadas em 29 de junho de 2026 citavam familiares das militares e pressionavam pelo recuo nos depoimentos.

O oficial afirmava que ainda dava tempo de "reparar o dano" e acusava as subordinadas de servirem a interesses de terceiros. A promotoria aponta que a intimidação cresce devido à diferença de patente entre o coronel e as praças.

ao examinar a denúncia, pode-se concluir que além do fato criminoso, a inicial descreveu todas e as demais circunstâncias necessárias à apreciação da prática delituosa, e, em especial, o lugar do crime; o tempo do fato e a conduta objetiva em que teria incorrido o denunciado

Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, juiz da Auditoria da Justiça Militar

Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, juiz da Auditoria da Justiça Militar

O caso original de assédio sexual

A investigação inicial começou após o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MPRJ denunciar o coronel por assédio sexual em julho. Ele enviou mensagens inadequadas a uma subordinada entre o fim de 2024 e julho de 2025 para obter favores sexuais.

O processo criminal contra Lauro César Botto Maia segue em andamento para análise das provas e julgamento do mérito pela Justiça Militar.

Perguntas frequentes

O coronel Lauro César Botto Maia foi preso?
Não. A Justiça Militar negou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público. O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo determinou apenas medidas cautelares, como o recolhimento do porte de arma e a proibição de acesso ao quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros.
Quais restrições o oficial cumpre durante o processo?
O coronel Lauro César Botto Maia está proibido de carregar armas de fogo, não pode se aproximar da vítima ou das testemunhas e perdeu a permissão de entrar no Comando-Geral. Ele também não pode fazer referências públicas às pessoas envolvidas no caso.
Como ocorreram as ameaças contra as testemunhas?
O Ministério Público relata que o coronel utilizou um perfil falso no WhatsApp para enviar mensagens a quatro sargentos. Ele mencionou parentes das militares e pressionou para que alterassem os depoimentos dados na apuração de assédio sexual dentro do Corpo de Bombeiros.

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