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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Lei 15.487 aumenta punição para crime sexual contra menor

Nova legislação autoriza ronda policial na internet sem juiz e obriga agressor a pagar despesas do SUS.

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Nova legislação autoriza ronda policial na internet sem juiz e obriga agressor a pagar despesas do SUS.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Lei nº 15.487 coloca em vigor punições mais severas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. A regra vale a partir de esta sexta-feira (7) e atinge quem usa tecnologia para aliciar ou produzir material ilegal.

A nova legislação altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei de Combate ao Crime Organizado. As autoridades policiais agora têm autorização para fazer rondas virtuais em ambientes digitais públicos para coletar provas sem pedir permissão prévia a um juiz. Investigadores também podem atuar como policiais infiltrados na internet com respaldo reforçado.

Uso de tecnologia agrava as penas para criminosos

A utilização de inteligência artificial para criar imagens falsas ou simular a voz e a aparência de menores eleva a punição. Se o autor do crime usar deepfakes, filtros digitais ou esconder o endereço de IP para dificultar o rastreamento, a pena sobe de 1/3 a 2/3. Qualquer representação visual com conotação sexual gerada por computador passa a enquadrar o responsável nos crimes cometidos contra menores de 14 anos.

Atendimento médico e ressarcimento obrigatório

Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual têm direito a atendimento psicológico e psicossocial contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A rede pública deve oferecer ambiente privativo e isolado do agressor durante os exames e acolhimento. O infrator precisa reembolsar a União por cada centavo gasto no tratamento da vítima.

Prisão preventiva e enquadramento como crime hediondo

O texto amplia o rol da Lei dos Crimes Hediondos para incluir condutas de produção, posse, oferta e transmissão de conteúdo explícito envolvendo menores. Os suspeitos ficam sujeitos a prisão preventiva, decisão cautelar tomada antes da sentença para garantir as investigações. A medida atinge também os integrantes de organizações criminosas, que perdem bens e valores obtidos com os delitos.

Perguntas frequentes

Polícia precisa de ordem judicial para monitorar a internet?
Não para ambientes virtuais públicos. A Lei nº 15.487 autoriza as forças de segurança a realizar rondas digitais em locais abertos da internet para identificar e coletar arquivos de violência sexual sem autorização prévia de um juiz.
Uso de inteligência artificial aumenta a pena do crime?
Sim. O uso de inteligência artificial, deepfakes, filtros de alteração de voz ou imagem e ferramentas de disfarce de IP para aliciar menores aumenta a pena do condenado em até dois terços.
Quem paga o tratamento médico da vítima no SUS?
O autor da violência sexual fica obrigado a ressarcir integralmente o Estado por todas as despesas médicas, psicológicas e de acolhimento prestadas pelo Sistema Único de Saúde à criança ou adolescente.
Crimes sexuais contra crianças agora são considerados hediondos?
Sim. A nova legislação incluiu condutas de produção, divulgação, posse, comercialização e aliciamento infantil na Lei dos Crimes Hediondos, sujeitando os condenados a regimes de prisão mais rigorosos.

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