PF adia depoimento do senador Jaques Wagner
Defesa alegou falhas técnicas no acesso aos documentos da Operação Compliance Zero, que investiga ligações com o Banco Master.

A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do senador Jaques Wagner, marcado para esta sexta-feira (7 de novembro). A defesa de Jaques Wagner solicitou o adiamento após relatar impedimentos técnicos no acesso aos documentos do processo.
A decisão paralisa temporariamente os depoimentos da Operação Compliance Zero, investigação que apura repasses suspeitos e pontes financeiras entre agentes públicos e o setor privado. A PF ainda não definiu um novo calendário para ouvir Jaques Wagner.
Acesso negado por falha no sistema
A equipe jurídica de Jaques Wagner protocolou o pedido de adiamento ao constatar a indisponibilidade de arquivos digitais da investigação. O pedido de acesso integral aos autos foi feito há quase um mês, na mesma ocasião em que a PF marcou a data do depoimento.
O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês.
Pablo Domingues, advogado de Jaques Wagner
Pablo Domingues, advogado de Jaques Wagner
Segundo o advogado Pablo Domingues, a ida do senador depor depende diretamente da entrega completa do material. A defesa reforçou que Jaques Wagner prestará todos os esclarecimentos assim que puder examinar os documentos juntados ao processo.
As suspeitas da Operação Compliance Zero
A PF investiga a possível concessão de vantagens indevidas e o papel de intermediários em contratos privados. O foco das apurações envolve a ligação entre Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como ponte de contato com o Banco Master.
Os investigadores também examinam transações de pessoas ligadas ao grupo político de Jaques Wagner. A PF busca determinar se empresas associadas ao caso repassaram valores irregularmente a pessoas do convívio do senador.
Decisões do Supremo Tribunal Federal
O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), com decisões assinadas pelo ministro André Mendonça. A PF intimou Jaques Wagner em 21 de julho, data em que agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra alvos da operação.
A ordem judicial do STF também estabeleceu restrições às atividades econômicas de Jaques Wagner. O senador nega a prática de qualquer crime e sustenta que os atos da vida pública e privada seguem os parâmetros da lei.
Perguntas frequentes
Por que o depoimento de Jaques Wagner foi adiado?
O que a Polícia Federal investiga no caso de Jaques Wagner?
Jaques Wagner foi alvo de buscas ou medidas restritivas?
Leia também



