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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

PF adia depoimento do senador Jaques Wagner

Defesa alegou falhas técnicas no acesso aos documentos da Operação Compliance Zero, que investiga ligações com o Banco Master.

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Defesa alegou falhas técnicas no acesso aos documentos da Operação Compliance Zero, que investiga ligações com o Banco Master.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do senador Jaques Wagner, marcado para esta sexta-feira (7 de novembro). A defesa de Jaques Wagner solicitou o adiamento após relatar impedimentos técnicos no acesso aos documentos do processo.

A decisão paralisa temporariamente os depoimentos da Operação Compliance Zero, investigação que apura repasses suspeitos e pontes financeiras entre agentes públicos e o setor privado. A PF ainda não definiu um novo calendário para ouvir Jaques Wagner.

Acesso negado por falha no sistema

A equipe jurídica de Jaques Wagner protocolou o pedido de adiamento ao constatar a indisponibilidade de arquivos digitais da investigação. O pedido de acesso integral aos autos foi feito há quase um mês, na mesma ocasião em que a PF marcou a data do depoimento.

O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês.

Pablo Domingues, advogado de Jaques Wagner

Pablo Domingues, advogado de Jaques Wagner

Segundo o advogado Pablo Domingues, a ida do senador depor depende diretamente da entrega completa do material. A defesa reforçou que Jaques Wagner prestará todos os esclarecimentos assim que puder examinar os documentos juntados ao processo.

As suspeitas da Operação Compliance Zero

A PF investiga a possível concessão de vantagens indevidas e o papel de intermediários em contratos privados. O foco das apurações envolve a ligação entre Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como ponte de contato com o Banco Master.

Os investigadores também examinam transações de pessoas ligadas ao grupo político de Jaques Wagner. A PF busca determinar se empresas associadas ao caso repassaram valores irregularmente a pessoas do convívio do senador.

Decisões do Supremo Tribunal Federal

O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), com decisões assinadas pelo ministro André Mendonça. A PF intimou Jaques Wagner em 21 de julho, data em que agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra alvos da operação.

A ordem judicial do STF também estabeleceu restrições às atividades econômicas de Jaques Wagner. O senador nega a prática de qualquer crime e sustenta que os atos da vida pública e privada seguem os parâmetros da lei.

Perguntas frequentes

Por que o depoimento de Jaques Wagner foi adiado?
O depoimento foi adiado porque a defesa alegou falhas técnicas no sistema que impediram o acesso completo aos documentos do inquérito da Polícia Federal. Os advogados informaram que o senador Jaques Wagner só prestará depoimento após analisar o conteúdo integral das provas acumuladas na investigação.
O que a Polícia Federal investiga no caso de Jaques Wagner?
A Polícia Federal investiga suspeitas de vantagens indevidas e a relação do senador Jaques Wagner com o empresário Augusto Lima. Os investigadores apontam o empresário como um elo entre o parlamentar e operações financeiras ligadas ao Banco Master, além de apurar vínculos com empresas suspeitas.
Jaques Wagner foi alvo de buscas ou medidas restritivas?
Sim. Em 21 de julho, a Polícia Federal intimou Jaques Wagner e cumpriu mandados de busca e apreensão. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o senador também teve restrições impostas às suas atividades econômicas no âmbito do inquérito.

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