Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 22/09/2026Entrar
PLANTÃO

PL barra dados de hóspedes em sistemas gerais de consulta

07h44
TUE., 22 DE SET. DE 2026
Digital

PL barra dados de hóspedes em sistemas gerais de consulta

Proposta veda compartilhamento em massa de informações da FNRH Digital e exige pedidos individuais com sigilo de justificativa

Por
𝕏 f
Proposta veda compartilhamento em massa de informações da FNRH Digital e exige pedidos individuais com sigilo de justificativa
Foto: Governo do Estado de São Paulo · CC BY 2.0 · via Flickr

Hotéis e pousadas não poderão enviar dados de clientes para bancos gerais de consulta se a Câmara dos Deputados aprovar uma nova proposta legislativa. O texto trava o repasse em massa de informações cadastrais a órgãos públicos e privados.

O que o projeto impede na prática

A proposta barra a conexão entre fichas de hospedagem e sistemas de busca sem relação direta com o setor hoteleiro. Na prática, a medida impede que cadastros de viagens alimentem listas abertas voltadas a varreduras gerais de órgãos fiscalizadores ou empresas particulares.

Pelo projeto de lei 2118/26, qualquer registro obtido no momento do check-in só serve para cumprir os objetivos da Lei Geral do Turismo. A regra proíbe a transferência contínua de cadastros amplos sobre quem circula pelos meios de hospedagem do país.

Repasse de dados só poderá ocorrer caso a caso

Quem quiser consultar o histórico de um viajante terá de solicitar a informação de forma isolada. O projeto proíbe o envio de lotes inteiros de hóspedes e exige requerimento individualizado para cada caso apurado.

Nessas checagens pontuais, o órgão demandante precisará manter em sigilo as razões do pedido. A exigência protege o cidadão contra averiguações genéricas sem justificativa formal documentada.

Com essa medida, evidentemente de modernização, os registros de natureza pessoal, personalíssima inclusive, serão digitalizados, aptos, portanto, a compor banco de dados de consulta.

Alberto Fraga, deputado federal

O que motivou a proposta na Câmara

O deputado federal Alberto Fraga apresentou o projeto após o Ministério do Turismo anunciar a implementação da FNRH Digital. Essa plataforma informatiza a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em todo o território brasileiro.

Para o parlamentar, a modernização dos formulários de entrada em estabelecimentos turísticos traz o risco de expor a intimidade dos viajantes a cruzamentos automáticos de dados. O projeto busca criar barreiras para impedir que a ficha eletrônica sirva de ferramenta para vigilância contínua.

Como o texto tramita no Congresso

Nada muda por enquanto: o projeto começou a tramitar em 22 de setembro de 2026 e ainda precisa cumprir etapas legislativas antes de produzir efeitos práticos nos estabelecimentos.

A tramitação ocorre em caráter conclusivo, rito que dispensa votação em Plenário caso haja consenso nos colegiados designados. A matéria depende do parecer de duas comissões permanentes: a Comissão de Turismo e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado pela Câmara, o projeto seguirá para análise no Senado Federal.

Perguntas frequentes

O que a nova proposta proíbe?
O texto veda a integração de fichas de hóspedes a cadastros públicos ou privados de consulta externa. Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, as redes hoteleiras não podem repassar lotes inteiros de registros a sistemas sem relação com a Lei Geral do Turismo.
A polícia ainda pode acessar dados de hóspedes?
Sim. O Projeto de Lei 2118/26 permite o acesso a registros de hóspedes de maneira individual. Para obter os dados, o órgão interessado deve solicitar a ficha de uma pessoa específica e manter segredo sobre as razões da investigação.
A regra já está em vigor nos hotéis?
Não. A proposta ainda tramita na Câmara dos Deputados e precisa passar pela Comissão de Turismo e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto também dependerá de aprovação no Senado Federal antes de virar lei nacional.

Leia também