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PLANTÃO

STF afasta presidente do TCE do Maranhão por 180 dias

19h08
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Processo

STF afasta presidente do TCE do Maranhão por 180 dias

Decisão de Flávio Dino proíbe Daniel Brandão de entrar no tribunal e de falar com o governador Carlos Brandão em inquérito sobre homicídio.

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Decisão de Flávio Dino proíbe Daniel Brandão de entrar no tribunal e de falar com o governador Carlos Brandão em inquérito sobre homicídio.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afastou o conselheiro Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão pelo prazo de 180 dias.

A determinação atinge o comando do órgão de controle externo maranhense e retira o gestor de todas as atividades administrativas e de julgamento enquanto avançam as apurações criminais.

As restrições impostas pelo STF

Daniel Brandão está proibido de entrar nas dependências físicas do TCE-MA e não pode acessar os sistemas informatizados da instituição. A ordem judicial também impede o uso de carros e bens oficiais, além de vetar a participação em eventos públicos ou privados como representante do tribunal.

O ministro estabeleceu ainda medidas cautelares de distanciamento pessoal. Daniel Brandão não pode manter nenhum tipo de contato com o governador do estado, Carlos Brandão, de quem é sobrinho, nem com o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim.

As investigações trazem sérios elementos de prova de que, desde o momento do crime até os dias atuais, o grupo investigado tem lançado mão de todas as ações ao seu alcance para blindar a identificação de Daniel Brandão em tal investigação.

Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal

Entenda o caso sob apuração

A medida cautelar se baseia nas investigações sobre o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, executado em 2022. O crime teria ocorrido por divergências no repasse de propina gerada em contratos firmados com a administração pública estadual.

Segundo os relatórios da apuração, Daniel Brandão participou de um encontro que resultou na morte da vítima. O nome do conselheiro, contudo, acabou ocultado nas primeiras diligências tocadas pela Polícia Civil. Flávio Dino avaliou que a saída do presidente do posto é indispensável para evitar pressões e garantir a lisura da apuração.

O posicionamento dos investigados

Em manifestação pública, Daniel Brandão afirmou ter recebido o afastamento com perplexidade e declarou que vai comprovar a verdade perante a Justiça. O conselheiro sustentou que sempre colaborou com as autoridades e que já havia ingressado com pedidos formais no processo para ser ouvido voluntariamente.

A equipe jurídica que representa o governador Carlos Brandão questionou a condução do processo no STF. Os advogados apontaram que a competência para analisar a matéria cabe ao Superior Tribunal de Justiça. A defesa informou que tenta ter acesso formal ao inquérito sigiloso há mais de um ano e que pretende acionar as vias legais para garantir o direito de defesa.

Perguntas frequentes

Por quanto tempo o presidente do TCE-MA fica afastado?
O conselheiro Daniel Brandão fica afastado do cargo pelo período inicial de 180 dias, conforme determinação expedida pelo ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal.
Quais proibições Daniel Brandão deve cumprir?
Ele não pode entrar nos prédios do TCE-MA, usar sistemas, utilizar bens oficiais, frequentar eventos como presidente e está proibido de manter contato com o governador Carlos Brandão e com Raimundo Cutrim.
Qual é o crime apurado na investigação?
A apuração trata do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022, motivado supostamente por desacordos na divisão de propinas em contratos públicos do governo maranhense.
O que argumenta a defesa do governador Carlos Brandão?
A defesa contesta a competência do STF para tocar o caso, sustentando que a atribuição seria do Superior Tribunal de Justiça, além de apontar que não obteve acesso aos autos.

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