Anvisa barra emagrecedores sem registro e lote falso de Nebido
Agência veda venda dos produtos Slim Turbo, Slim CPS e Ozempic Natural, além de barrar itens de cannabis da Acanne e alertar sobre testosterona adulterada.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou recolher três produtos sem registro vendidos para perda de peso e acionou o alerta contra a falsificação de um lote do medicamento Nebido.
A ordem consta na Resolução 3.055/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (6). A medida atinge diretamente comerciantes, farmácias, importadores e consumidores de todo o país. Quem vende os itens proibidos comete infração sanitária e responde administrativa e criminalmente.
Produtos de emagrecimento totalmente proibidos
A Anvisa vetou a fabricação, distribuição, comercialização, importação, propaganda e uso de todos os lotes dos emagrecedores Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold.
A fiscalização constatou que nenhum desses produtos possui registro sanitário. As empresas responsáveis pela produção não possuem cadastro ativo nem autorização da agência reguladora para operar no mercado brasileiro. A ausência de registro impede a verificação da composição real das cápsulas, o que representa risco direto à saúde de quem consome.
Alerta para lote falsificado de testosterona
A agência reguladora também emitiu uma restrição específica para o medicamento Nebido, indicado para tratamento de reposição hormonal masculina. A ação foca na apreensão do lote KT0S5T4, identificado como adulterado.
A própria fabricante do remédio original notificou o órgão sanitário após detectar divergências no padrão de impressão das embalagens. O produto original contém testosterona e exige receita médica para compra. Contudo, o mercado clandestino distribui o remédio sem orientação profissional para pessoas que buscam ganho rápido de massa muscular em academias. O uso de formulações falsificadas provoca reações adversas severas e danos ao organismo.
Vetados produtos de cannabis da Acanne
A decisão da Anvisa alcança a totalidade dos itens derivados de cannabis fornecidos pela Associação Canábica Nordeste (Acanne).
O motivo do bloqueio é a inexistência de autorização de funcionamento válida perante a autoridade sanitária. A entidade operava em endereço desconhecido, o que impede a fiscalização do processo produtivo e do controle de qualidade dos extratos medicinais distribuídos aos associados.
O que muda na prática para o consumidor
Pessoas que adquiriram os produtos proibidos devem interromper o consumo imediatamente. Comerciantes e estabelecimentos de saúde precisam retirar os estoques das prateleiras e recolher os exemplares armazenados.
Até a regularização formal dos fabricantes ou o recolhimento total dos produtos, nenhuma unidade desses nomes pode circular no território nacional. Caso o consumidor encontre os itens à venda, deve denunciar a situação às autoridades sanitárias locais.
A fiscalização atua para tirar do ar os anúncios em plataformas digitais e redes sociais. Estabelecimentos que insistirem no comércio dos itens apreendidos sofrem interdição e multas aplicadas pelos órgãos estaduais e municipais.
Perguntas frequentes
Quais emagrecedores foram proibidos pela Anvisa?
Qual lote do remédio Nebido sofreu adulteração?
Por que os produtos de cannabis da Acanne foram suspensos?
O que fazer caso tenha comprado algum produto proibido?
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