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08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Saúde

Projeto obriga SUS a garantir soro antipeçonhento

Proposta em análise na Câmara dos Deputados exige estoque obrigatório de antídotos contra cobras, aranhas e escorpiões em postos de saúde.

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Proposta em análise na Câmara dos Deputados exige estoque obrigatório de antídotos contra cobras, aranhas e escorpiões em postos de saúde.
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A Câmara dos Deputados analisa uma proposta que obriga postos de saúde e hospitais públicos a manter estoque regular de soros contra picadas de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas.

O que muda no atendimento de emergência

Pelo texto do Projeto de Lei 2718/26, a rede pública precisa assegurar a produção suficiente e a entrega contínua dos antídotos em unidades básicas e hospitais. A regra altera a Lei Orgânica da Saúde para impedir que pacientes fiquem sem atendimento imediato após acidentes com veneno.

Hoje, a falta de soros em locais distantes obriga vítimas a viajarem longas distâncias até centros regionais. Se a proposta for aprovada, as unidades locais de saúde passam a ter a obrigação legal de estocar os medicamentos para aplicação rápida.

O atraso no tratamento pode resultar em sequelas irreversíveis, amputações e até mesmo óbitos.

Juninho do Pneu, deputado federal

Quem é beneficiado pela proposta

A medida atende diretamente moradores de áreas rurais, periferias e regiões com vulnerabilidade socioambiental. Nesses locais, a demora no transporte até um hospital de grande porte agrava o envenenamento e aumenta as taxas de morte.

O deputado Juninho do Pneu afirma que a iniciativa busca combater falhas na logística de distribuição. O projeto cria ainda um sistema de controle para monitorar o volume dos estoques e organizar as entregas de acordo com a necessidade de cada região.

Etapas para a proposta entrar em vigor

Nada muda de imediato nos hospitais. O projeto precisa percorrer as etapas legislativas no Congresso Nacional antes de se transformar em regra obrigatória em todo o país.

O texto tramita em caráter conclusivo, modalidade em que a proposta segue direto ao Senado sem precisar de votação no Plenário, desde que aprovada por três colegiados da Câmara:

  • Comissão de Saúde
  • Comissão de Finanças e Tributação
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Se as comissões aprovarem o texto e não houver recurso para votação pelos deputados, a matéria segue para análise dos senadores e posterior sanção presidencial.

Perguntas frequentes

O que prevê o Projeto de Lei 2718/26?
O Projeto de Lei 2718/26 determina que postos de saúde e hospitais públicos mantenham estoque obrigatório de soros contra picadas de cobras, aranhas e escorpiões, garantindo socorro imediato a acidentados na rede pública de saúde.
A distribuição obrigatória de soro já está valendo?
Não. A regra ainda é uma proposta em tramitação na Câmara dos Deputados e precisa da aprovação de comissões temáticas e do Senado Federal antes de virar lei definitiva.
Quais locais devem receber os soros com prioridade?
A proposta foca no abastecimento de áreas rurais, periferias e regiões com vulnerabilidade socioambiental, onde o tempo de deslocamento até centros médicos maiores agrava o estado de saúde das vítimas de picadas.

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