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08h15
SAT., 15 DE AGO. DE 2026
Saúde

SUS terá protocolo rápido para urgência cardiovascular

Senado aprova uso de trombolítico em UPAs para dissolver coágulos em pacientes infartados; projeto segue para sanção presidencial.

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Senado aprova uso de trombolítico em UPAs para dissolver coágulos em pacientes infartados; projeto segue para sanção presidencial.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Flickr

O Senado Federal aprovou o projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a criar rotinas rápidas para socorrer pessoas que sofrem infarto ou outros eventos cardíacos graves.

A medida insere uma diretriz na legislação federal para garantir a aplicação de medicamentos trombolíticos — substâncias que dissolvem coágulos e desobstruem vasos sanguíneos — diretamente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

O que muda no socorro a infartados

Hoje, pacientes que chegam a postos intermediários de saúde dependem de transferência imediata a hospitais com centros cirúrgicos para desobstruir artérias. Com a nova regra, a equipe da UPA pode aplicar a medicação que dissolve o trombo logo na chegada, desde que siga os padrões clínicos e de segurança definidos pelo Ministério da Saúde.

O autor do projeto é o deputado federal Rafael Simões. A proposta altera a Lei 14.747/2023, que instituiu as campanhas de prevenção a doenças do coração no país, para dar força de lei aos procedimentos de emergência.

Em situações nas quais não é possível realizar imediatamente procedimentos especializados, como a intervenção coronária percutânea primária, a trombólise representa estratégia de reperfusão comprovadamente eficaz, com impacto positivo na redução da mortalidade e das complicações associadas aos eventos cardiovasculares agudos

Mara Gabrilli, senadora e relatora da proposta

Para quem vale a nova regra

A nova obrigação alcança qualquer usuário do SUS que busque socorro com sintomas de infarto agudo em unidades públicas de pronto atendimento. O objetivo central é diminuir as mortes causadas pela demora no deslocamento até hospitais de grande porte.

A relatora da matéria, senadora Mara Gabrilli, pontuou no relatório que a fixação da regra em lei nacional reduz o abismo de atendimento médico entre grandes capitais e cidades menores do interior.

Prazo e próximos passos

Como os senadores aprovaram a proposta sem nenhuma alteração no texto original que veio da Câmara dos Deputados, a matéria não precisa de nova votação legislativa e segue para sanção da Presidência da República.

A lei entra em vigor 180 dias após a data de sua publicação oficial. O texto aprovado é o PL 5.972/2023.

Perguntas frequentes

Qual medicamento as UPAs terão que aplicar?
As unidades de pronto atendimento do SUS passarão a disponibilizar medicamentos trombolíticos, usados para dissolver coágulos sanguíneos em casos de infarto agudo, seguindo critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde.
A medida já está valendo nos postos de saúde?
Ainda não. O texto precisa ser sancionado pela Presidência da República e, após ser publicado como lei, terá um prazo de 180 dias para entrar em vigor em todo o país.
Quem tem direito a esse tipo de atendimento rápido?
Qualquer paciente atendido pelo Sistema Único de Saúde com quadro agudo de urgência cardiovascular que chegue a uma UPA e tenha indicação médica para o procedimento.

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