Greve da CPTM termina após governo garantir empregos
Acordo no TRT prevê realocação de 1.300 ferroviários afetados por concessões e retoma circulação das linhas de trem em SP.

Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) suspenderam a greve nesta quarta-feira (5 de novembro). Os trens voltaram a operar nas linhas 11, 12, 13 e Expresso Aeroporto depois do envio de um projeto de lei estadual ao Legislativo.
O que mudou para os ferroviários da CPTM
O governo estadual formalizou a proposta que garante o emprego de mais de 4.600 trabalhadores das quatro linhas concedidas à iniciativa privada em julho. O texto resolve o impasse sobre a realocação funcional e assegura vagas no quadro público.
A medida atende diretamente a uma exigência da categoria, pois cerca de 1.300 funcionários continuavam sem destinação fixa para novos postos de trabalho até a assinatura do acordo. Com o projeto de lei específico, esses profissionais passam a ter transferência garantida para outras unidades do serviço público paulista.
Como ocorreu o acordo no Tribunal Regional do Trabalho
A negociação com o Executivo estadual foi mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) após o início da paralisação nas primeiras horas de terça-feira (4 de novembro). O tribunal abriu o diálogo entre o sindicato dos trabalhadores e os representantes estaduais para evitar a paralisação prolongada do transporte sobre trilhos.
Durante as reuniões no TRT, a gestão paulista concordou em enviar a lei específica de proteção aos ferroviários. A proposta foi levada para votação em assembleia e recebeu aprovação dos funcionários, permitindo a liberação imediata do sistema de trens no mesmo dia da decisão.
blockquote>Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações
Sindicato dos Trabalhadores, em nota oficial
Qual é a situação atual das linhas de trem em São Paulo
As viagens foram normalizadas ao longo de quarta-feira em todos os trechos que sofreram bloqueios. Os passageiros que utilizam o sistema metropolitano não encontram mais catracas fechadas ou trens parados nas estações das quatro rotas atingidas.
A mobilização durou 2 dias e provocou a interrupção total da linha 13 por algumas horas durante a manhã do segundo dia do movimento. Além disso, as linhas 11, 12 e o Expresso Aeroporto tiveram a oferta de viagens reduzida e o intervalo entre composições alterado no mesmo período.
Apesar da volta das composições aos trilhos, os ferroviários decretaram estado de greve, situação na qual a categoria retoma as atividades normais, mas mantém alerta para votar nova paralisação se o acordo for descumprido pelo governo de São Paulo.
Perguntas frequentes
Quais linhas de trem voltaram a operar em São Paulo?
O que o governo de São Paulo garantiu aos ferroviários?
Os trens da CPTM podem parar novamente nos próximos dias?
Quem mediou o acordo entre o governo de SP e a CPTM?
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