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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

Greve da CPTM termina após governo garantir empregos

Acordo no TRT prevê realocação de 1.300 ferroviários afetados por concessões e retoma circulação das linhas de trem em SP.

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Acordo no TRT prevê realocação de 1.300 ferroviários afetados por concessões e retoma circulação das linhas de trem em SP.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) suspenderam a greve nesta quarta-feira (5 de novembro). Os trens voltaram a operar nas linhas 11, 12, 13 e Expresso Aeroporto depois do envio de um projeto de lei estadual ao Legislativo.

O que mudou para os ferroviários da CPTM

O governo estadual formalizou a proposta que garante o emprego de mais de 4.600 trabalhadores das quatro linhas concedidas à iniciativa privada em julho. O texto resolve o impasse sobre a realocação funcional e assegura vagas no quadro público.

A medida atende diretamente a uma exigência da categoria, pois cerca de 1.300 funcionários continuavam sem destinação fixa para novos postos de trabalho até a assinatura do acordo. Com o projeto de lei específico, esses profissionais passam a ter transferência garantida para outras unidades do serviço público paulista.

Como ocorreu o acordo no Tribunal Regional do Trabalho

A negociação com o Executivo estadual foi mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) após o início da paralisação nas primeiras horas de terça-feira (4 de novembro). O tribunal abriu o diálogo entre o sindicato dos trabalhadores e os representantes estaduais para evitar a paralisação prolongada do transporte sobre trilhos.

Durante as reuniões no TRT, a gestão paulista concordou em enviar a lei específica de proteção aos ferroviários. A proposta foi levada para votação em assembleia e recebeu aprovação dos funcionários, permitindo a liberação imediata do sistema de trens no mesmo dia da decisão.

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Apesar da suspensão do movimento paredista, a categoria permanecerá em estado de greve, acompanhando atentamente o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações

Sindicato dos Trabalhadores, em nota oficial

Qual é a situação atual das linhas de trem em São Paulo

As viagens foram normalizadas ao longo de quarta-feira em todos os trechos que sofreram bloqueios. Os passageiros que utilizam o sistema metropolitano não encontram mais catracas fechadas ou trens parados nas estações das quatro rotas atingidas.

A mobilização durou 2 dias e provocou a interrupção total da linha 13 por algumas horas durante a manhã do segundo dia do movimento. Além disso, as linhas 11, 12 e o Expresso Aeroporto tiveram a oferta de viagens reduzida e o intervalo entre composições alterado no mesmo período.

Apesar da volta das composições aos trilhos, os ferroviários decretaram estado de greve, situação na qual a categoria retoma as atividades normais, mas mantém alerta para votar nova paralisação se o acordo for descumprido pelo governo de São Paulo.

Perguntas frequentes

Quais linhas de trem voltaram a operar em São Paulo?
As linhas 11, 12, 13 e o Expresso Aeroporto da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retomaram a operação normal nesta quarta-feira (5 de novembro) após a aprovação da proposta em assembleia.
O que o governo de São Paulo garantiu aos ferroviários?
O governo de São Paulo enviou um projeto de lei específico para garantir os postos de trabalho de mais de 4.600 funcionários atingidos pelas concessões de julho, incluindo 1.300 servidores sem local definido.
Os trens da CPTM podem parar novamente nos próximos dias?
Sim. Os trabalhadores suspenderam a greve, mas aprovaram a manutenção do estado de greve. A categoria monitora a votação do projeto de lei e o cumprimento das promessas feitas na mediação do tribunal.
Quem mediou o acordo entre o governo de SP e a CPTM?
A negociação do acordo trabalhista e o compromisso do envio do projeto de lei foram mediados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) após o início da paralisação dos ferroviários.

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