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PLANTÃO

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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

Ferroviários da CPTM mantêm greve nas linhas 11, 12 e 13

Trabalhadores cobram garantia formal de emprego após concessão das vias à empresa Trivia e agendam nova assembleia para quarta-feira.

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Trabalhadores cobram garantia formal de emprego após concessão das vias à empresa Trivia e agendam nova assembleia para quarta-feira.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram manter a greve nas linhas 11, 12 e 13 da rede ferroviária. A categoria exige a assinatura de garantias formais contra demissões após a privatização dos trechos.

A deliberação ocorreu durante assembleia realizada na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no bairro do Brás, na capital paulista. As discussões terminaram por volta das 19h30, confirmando a continuidade do movimento de paralisação nas vias operadas pelo sistema estadual.

Reflexos da paralisação no atendimento dos trens

A oferta de viagens sofreu forte redução nas linhas 11 e 12 no primeiro dia da mobilização. A linha 13 ficou completamente parada durante as manhãs e tardes, operando apenas parcialmente ao anoitecer.

No início das mobilizações, os passageiros enfrentaram trens com intervalos maiores nas linhas 11-Coral e 12-Safira. O trecho da linha 13-Jade permaneceu sem nenhum atendimento nos períodos da manhã e da tarde, registrando funcionamento parcial somente no início da noite. Lideranças da categoria apontam a falta de diálogo da gestão pública para buscar o fim do conflito do trabalho.

Impasse sobre os postos de trabalho dos ferroviários

A greve busca pressionar por termos contratuais definitivos para proteger o corpo funcional afetado pela concessão das linhas. As operações do trecho passaram para a empresa Trivia em julho deste ano.

Segundo dados do Governo do Estado de São Paulo, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários da CPTM ainda não obtiveram realocação definitiva após o processo de desestatização. A gestão do Estado argumenta que existem compromissos estabelecidos para manter os vínculos empregatícios de todas as pessoas afetadas. No entanto, os representantes sindicais rebatem essa versão e sustentam que a ausência de um instrumento jurídico formal retira a segurança da categoria.

Próximos passos e nova deliberação da categoria

A permanência do movimento grevista mantém a tensão sobre o transporte coletivo da Região Metropolitana de São Paulo. Os trabalhadores já agendaram um novo encontro para reavaliar a paralisação.

Uma nova assembleia geral ficou marcada para as 17h de quarta-feira (5). Até que haja uma definição na reunião ou avanço nas negociações, o atendimento ferroviário continua impactado no estado. O material de origem não detalha o impacto exato no total diário de passageiros transportados nas três vias atingidas.

Perguntas frequentes

Quais linhas da CPTM foram afetadas pela greve?
A paralisação atinge as linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos na Região Metropolitana de São Paulo. Durante o movimento, as linhas 11 e 12 operam com frota reduzida, enquanto a linha 13 teve o serviço suspenso de manhã e à tarde.
Por que os ferroviários da CPTM entraram em greve?
Os funcionários cobram do Governo do Estado de São Paulo garantias formais de manutenção dos empregos. A reivindicação surgiu após a concessão das linhas para a empresa Trivia em julho. Cerca de 1.300 dos 4.648 trabalhadores ainda aguardam realocação dentro da companhia.
Quando acontece a próxima assembleia sobre a greve na CPTM?
A categoria agendou uma nova assembleia geral para as 17h de quarta-feira (5), na sede da Central Única dos Trabalhadores. Na ocasião, os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos decidirão se mantêm a paralisação ou se aceitam eventuais propostas do Governo do Estado de São Paulo.

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