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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

TSE e TST lançam campanha contra assédio eleitoral

Mobilização conjunta com o MPT oferece material gratuito para empresas combaterem a coerção política sobre trabalhadores no ambiente corporativo.

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Mobilização conjunta com o MPT oferece material gratuito para empresas combaterem a coerção política sobre trabalhadores no ambiente corporativo.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram nesta quinta-feira (6) uma campanha nacional contra a coerção política de patrões sobre empregados.

A iniciativa se chama Aliança pelo Voto Livre e Secreto e traz o slogan No meu voto mando eu. A intenção é impedir que chefes ou colegas pressionem trabalhadores a votar ou apoiar determinadas candidaturas.

No ambiente corporativo, a interferência indevida na escolha política configura assédio eleitoral. A prática ocorre quando a chefia usa o poder do cargo para impor preferências políticas ou barrar o livre pensamento da equipe.

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É a prática do empregador que gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados quanto à manifestação de pensamento.

Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT

O que muda na prática para as empresas

Qualquer empresa, órgão público ou instituição pode aderir gratuitamente à mobilização diretamente no site oficial da campanha. Os materiais informativos estão liberados para download e aceitam a personalização com a marca das companhias interessadas em divulgar as regras aos funcionários.

Após baixar os guias, os participantes podem publicar fotos e vídeos do engajamento nas redes sociais. A orientação é marcar a conta do TST (@tstjus) para reforçar a divulgação do combate aos abusos trabalhistas.

Como identificar a pressão indevida no trabalho

O assédio acontece por meio de intimidação direta, chantagens com a manutenção do emprego e promessas de favorecimento em troca de apoio político. A legislação brasileira proíbe qualquer conduta que restrinja a liberdade de voto do funcionário durante o período eleitoral.

A campanha detalha as abordagens mais frequentes registradas pelas autoridades:

  • Ameaça de demissão ou prejuízo na carreira por causa da preferência política;
  • Promessa de benefícios, aumentos ou vantagens profissionais em troca de votos;
  • Humilhações, constrangimentos ou intimidações no dia a dia do trabalho.

As punições previstas para quem comete o abuso

A conduta ilegal acarreta punições severas na Justiça do Trabalho e na Justiça Eleitoral. Dependendo da gravidade das provas apresentadas, a pressão sobre o voto pode gerar responsabilização também na esfera criminal.

A fiscalização atua para coibir abusos praticados por empregadores ou supervisores. A ação coletiva busca dar transparência às regras para evitar que o poder econômico interfira no processo democrático.

Perguntas frequentes

O que é assédio eleitoral no trabalho?
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, chefes ou colegas usam a posição de poder para pressionar, constranger ou induzir funcionários a votar ou apoiar determinado candidato. A prática abrange desde promessas de benefícios até ameaças veladas ou diretas de demissão.
Como participar da campanha Aliança pelo Voto Livre e Secreto?
Empresas e órgãos públicos devem acessar o site da campanha para baixar gratuitamente os materiais informativos. As organizações podem incluir a própria marca nas peças de divulgação e postar fotos nas redes sociais marcando o perfil do Tribunal Superior do Trabalho.
Quais são as punições para quem pratica assédio eleitoral?
Quem comete a infração responde a processos na Justiça do Trabalho, na Justiça Eleitoral e na esfera criminal, conforme a gravidade dos fatos provados. O infrator fica sujeito a sanções judiciais, pagamentos de indenizações civis e punições penais previstas em lei.
Quais comportamentos configuram assédio de patrões?
Configuram abuso as ameaças de demissão devido à escolha de candidatos, ofertas de aumentos salariais ou benefícios profissionais em troca de apoio político, além de qualquer constrangimento, piada ou humilhação sofrida pelo trabalhador no ambiente profissional.

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