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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Moraes retira tornozeleira de ex-prefeito de Belford Roxo

Decisão do STF também beneficia policial militar. Armas apreendidas na operação da Polícia Federal estavam registradas regularmente.

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Decisão do STF também beneficia policial militar. Armas apreendidas na operação da Polícia Federal estavam registradas regularmente.
Foto: Marcio Canella/ Instagram

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, retirou a obrigatoriedade da tornozeleira eletrônica aplicada ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e ao sargento da Polícia Militar Antônio Gomes da Silva Neto. A decisão invalida as medidas restritivas que vigoravam contra a dupla.

Os investigados respondem em liberdade provisória concedida no dia 10 de julho. A partir do novo despacho, o político da Baixada Fluminense e o policial responsável pela escolta não precisam mais usar o equipamento de monitoramento nem cumprir as determinações cautelares fixadas no processo.

Entenda a decisão sobre as armas apreendidas

A revogação ocorreu após as defesas de Márcio Canella e do policial demonstrarem a origem dos equipamentos apreendidos. As pistolas e artefatos recolhidos pela Polícia Federal estão registrados regularmente e pertencem aos quadros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Diante da comprovação do registro oficial das armas, o relator destacou que a acusação de porte ilegal perdeu o fundamento penal para a manutenção das cautelares.

não permitem concluir que houve a prática do delito de porte ilegal de arma de fogo, uma vez que os artefatos bélicos apreendidos aparentam estar regularmente registrados e acautelados a policiais militares identificados pela própria PM

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal

As acusações e a Operação Unha e Carne

A prisão em flagrante da dupla aconteceu no dia 7 de julho, durante o cumprimento de mandados da 6ª fase da Operação Unha e Carne. Essa apuração investiga esquemas de lavagem de dinheiro em redes de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro, com o suposto envolvimento de agentes públicos e políticos.

O caso tramita em um inquérito do STF focado em mapear a atuação de grupos criminosos armados e as conexões desses grupos com a administração pública. O procedimento deriva do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como a ADPF das Favelas.

O que muda na investigação administrativa

O ministro reforçou que possíveis falhas no cumprimento de regras internas de segurança, no acautelamento de armamentos ou na cessão do policial militar para fazer a escolta do ex-prefeito devem ser tratadas em ambiente próprio. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro precisará analisar as infrações disciplinares corporativas.

A análise de infrações regulamentares pela corporação militar não se confunde com o processo criminal na corte superior. Segundo a decisão, esses apontamentos burocráticos e administrativos não produzem efeito penal direto para manter o rastreamento por tornozeleira eletrônica.

Perguntas frequentes

Quem foi beneficiado pela revogação da tornozeleira eletrônica?
O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o sargento da Polícia Militar Antônio Gomes da Silva Neto, que atuava em sua escolta. Ambos haviam sido detidos em flagrante por porte de arma durante uma operação da Polícia Federal e obtiveram a revogação do monitoramento no STF.
Por que o ministro Alexandre de Moraes retirou a medida?
O ministro considerou que os armamentos apreendidos possuem registro regular e acautelamento formal na Polícia Militar. Com a comprovação documental apresentada pelas defesas, o magistrado entendeu que não ficou configurado crime imediato de porte ilegal de arma de fogo para manter as cautelares.
O ex-prefeito e o policial foram absolvidos das investigações?
Não. O inquérito no Supremo Tribunal Federal continua apurando as suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões entre agentes públicos e grupos criminosos no Rio de Janeiro. A decisão apenas retira o uso da tornozeleira e as restrições provisórias aplicadas aos investigados.
As irregularidades na cessão de armas pela PM geram punição?
O STF decidiu que eventuais descumprimentos de normas internas relativas ao acautelamento de armas e à escolta militar devem ser apurados administrativamente pela própria Polícia Militar. Para o relator Alexandre de Moraes, esses desvios corporativos não possuem repercussão penal imediata no processo.

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