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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Perícia em celular de Dr. Jairinho trava no TJ-RJ

Decisão da 2ª Vara Criminal paralisa análise de aparelho apreendido na cela até julgamento de recurso sobre competência do caso.

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Decisão da 2ª Vara Criminal paralisa análise de aparelho apreendido na cela até julgamento de recurso sobre competência do caso.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, travou a perícia no celular apreendido na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho.

A ordem veta qualquer análise do aparelho pelo Ministério Público. O telefone foi recolhido para checar se o ex-parlamentar tentava interferir no andamento de apurações sobre a morte do menino Henry Borel Medeiros.

A decisão não anula formalmente a quebra do sigilo dos dados do aparelho. No entanto, a magistrada entendeu que os exames técnicos precisam parar até o julgamento final de um habeas corpus, recurso que questiona se aquele juízo tem autoridade legal para decidir sobre o caso.

O que muda com a decisão judicial

Na prática, os peritos ficam proibidos de extrair dados, mensagens ou registros do telefone apreendido com o ex-vereador na prisão. Toda a rotina de apuração fica congelada. A medida dura até o tribunal julgar o recurso defensivo sobre a competência da vara criminal.

Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração/anulação da decisão. Por outro lado, verificando que a questão interligada à competência do juízo já é objeto de habeas corpus impetrado pela defesa, tenho por bem deferir o pedido subsidiário da defesa, para suspender os efeitos da decisão até o julgamento.

Elizabeth Machado Louro, juíza

Elizabeth Machado Louro, juíza

Entenda a condenação de Jairinho e Monique

O caso principal se encerrou na primeira instância após uma maratona nos tribunais. O Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio condenou Jairo Souza Santos Júnior a uma pena de 43 anos, nove meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato da criança, ocorrido em 8 de março de 2021.

A mãe da vítima, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, teve a acusação alterada durante os trabalhos do júri. Os jurados reclassificaram o ato para homicídio culposo, sem intenção de matar, o que gerou perdão judicial pela morte do filho.

Monique Medeiros acabou punida a um ano e quatro meses de prisão por não impedir as agressões ao menino. Como permaneceu presa preventivamente por período equivalente durante a instrução, a Justiça declarou a pena extinta pelo cumprimento. O julgamento do júri popular durou 11 dias, o mais longo registrado pelo Judiciário fluminense.

O que acontece agora

O Ministério Público não pode mexer no telefone até a manifestação da instância superior sobre a legalidade da atuação do juízo. Não há prazo fixado na decisão para a retomada dos exames no dispositivo.

Perguntas frequentes

O que a Justiça decidiu sobre o celular de Jairinho?
A juíza Elizabeth Machado Louro negou a anulação da quebra de sigilo, mas mandou suspender qualquer perícia no celular apreendido na cela de Dr. Jairinho. A análise fica congelada até o julgamento de um recurso pela Justiça do Rio de Janeiro.
Por que o celular de Jairinho foi apreendido na cadeia?
Os agentes apreenderam o aparelho dentro da cela no presídio para apurar se o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior usava o telefone para tentar interferir no andamento de processos criminais em que figura como réu e condenado.
Qual é a pena atual de Dr. Jairinho?
O ex-vereador cumpre pena de 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão. Ele recebeu a condenação no 2º Tribunal do Júri do Rio pelo assassinato do menino Henry Borel Medeiros, ocorrido em março de 2021.
Monique Medeiros continua presa pelo caso Henry Borel?
Não. Monique Medeiros recebeu pena de um ano e quatro meses por omissão diante das agressões, mas a Justiça considerou a punição quitada porque a professora já havia cumprido esse tempo em prisão preventiva antes do julgamento.

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