TRE-RJ desmonta urna eletrônica e detalha travas de segurança
Órgão exibiu circuitos internos do equipamento e explicou mecanismos digitais e físicos que impedem adulteração do voto.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) desmontou uma urna eletrônica diante da imprensa para comprovar a segurança do sistema de votação. A apresentação detalhou mecanismos físicos e digitais contra fraudes.
Como funciona a proteção física e digital das urnas
O sistema opera sem nenhuma conexão com redes de internet ou conexões externas. Durante a exibição na Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, o secretário de Tecnologia da Informação do órgão, Michel Kovacs, mostrou os circuitos internos e as travas do equipamento.
Os aparelhos contam com lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda, que deixam marcas visíveis em caso de qualquer tentativa de violação. O processo utiliza criptografia, assinaturas digitais, biometria e auditorias para checar a integridade dos dados antes, durante e depois da eleição.
No dia do pleito, a gravação dos dados ocorre de forma duplicada em duas mídias externas e na memória interna. Se um aparelho apresentar defeito no meio da votação, os técnicos transferem o conteúdo gravado para um equipamento de contingência por meio de uma mídia específica. A votação recomeça do ponto em que parou, sem perda de nenhum voto.
Quem desenvolve os programas e fiscaliza o código-fonte
A Justiça Eleitoral cria e especifica todos os programas e requisitos de segurança do sistema. A empresa privada contratada por licitação atua apenas na fabricação física do aparelho, seguindo as determinações do projeto oficial. O fabricante não possui acesso ao controle total dos sistemas de segurança, que exigem procedimentos específicos para ativação.
O código-fonte do sistema fica aberto para auditoria e verificação de diversas instituições. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, universidades, partidos políticos e as Forças Armadas inspecionam o programa antes de sua aplicação nas seções eleitorais.
Isso não é conveniência tecnológica, isso é a soberania popular. A urna eletrônica é segura. Não existe, nesse país, um sistema mais aberto, mais inspecionado e mais testado do que ela.
Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ
Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ
O que muda com a demonstração e o impacto do voto em papel
A exibição pública realizada nesta segunda-feira (3) não altera regras eleitorais nem o rito das eleições. O evento serve para apresentar como o modelo eletrônico, adotado no Brasil no ano de 1996, eliminou adulterações históricas que ocorriam no modelo impresso, tais como sumiço de cédulas e rasuras nas planilhas manuais.
Segundo os dados apresentados pela equipe técnica, a apuração manual de votos impressos gera custos elevados, lentidão e vulnerabilidade a falhas humanas. O isolamento das máquinas e a atualização simultânea do sistema impedem ataques cibernéticos eficientes.
Perguntas frequentes
A urna eletrônica é conectada à internet?
Como a Justiça Eleitoral evita fraudes fisicamente na urna?
Quem inspeciona os programas da urna eletrônica?
O que acontece se uma urna quebrar no dia da eleição?
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