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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TRE-RJ desmonta urna eletrônica e detalha travas de segurança

Órgão exibiu circuitos internos do equipamento e explicou mecanismos digitais e físicos que impedem adulteração do voto.

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Órgão exibiu circuitos internos do equipamento e explicou mecanismos digitais e físicos que impedem adulteração do voto.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) desmontou uma urna eletrônica diante da imprensa para comprovar a segurança do sistema de votação. A apresentação detalhou mecanismos físicos e digitais contra fraudes.

Como funciona a proteção física e digital das urnas

O sistema opera sem nenhuma conexão com redes de internet ou conexões externas. Durante a exibição na Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, o secretário de Tecnologia da Informação do órgão, Michel Kovacs, mostrou os circuitos internos e as travas do equipamento.

Os aparelhos contam com lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda, que deixam marcas visíveis em caso de qualquer tentativa de violação. O processo utiliza criptografia, assinaturas digitais, biometria e auditorias para checar a integridade dos dados antes, durante e depois da eleição.

No dia do pleito, a gravação dos dados ocorre de forma duplicada em duas mídias externas e na memória interna. Se um aparelho apresentar defeito no meio da votação, os técnicos transferem o conteúdo gravado para um equipamento de contingência por meio de uma mídia específica. A votação recomeça do ponto em que parou, sem perda de nenhum voto.

Quem desenvolve os programas e fiscaliza o código-fonte

A Justiça Eleitoral cria e especifica todos os programas e requisitos de segurança do sistema. A empresa privada contratada por licitação atua apenas na fabricação física do aparelho, seguindo as determinações do projeto oficial. O fabricante não possui acesso ao controle total dos sistemas de segurança, que exigem procedimentos específicos para ativação.

O código-fonte do sistema fica aberto para auditoria e verificação de diversas instituições. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, universidades, partidos políticos e as Forças Armadas inspecionam o programa antes de sua aplicação nas seções eleitorais.

Isso não é conveniência tecnológica, isso é a soberania popular. A urna eletrônica é segura. Não existe, nesse país, um sistema mais aberto, mais inspecionado e mais testado do que ela.

Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ

Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ

O que muda com a demonstração e o impacto do voto em papel

A exibição pública realizada nesta segunda-feira (3) não altera regras eleitorais nem o rito das eleições. O evento serve para apresentar como o modelo eletrônico, adotado no Brasil no ano de 1996, eliminou adulterações históricas que ocorriam no modelo impresso, tais como sumiço de cédulas e rasuras nas planilhas manuais.

Segundo os dados apresentados pela equipe técnica, a apuração manual de votos impressos gera custos elevados, lentidão e vulnerabilidade a falhas humanas. O isolamento das máquinas e a atualização simultânea do sistema impedem ataques cibernéticos eficientes.

Perguntas frequentes

A urna eletrônica é conectada à internet?
Não. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro esclarece que a urna eletrônica funciona em um sistema totalmente isolado, sem conexão com a internet ou redes externas. A ausência de sinal de rede impede invasões cibernéticas e ataques à distância durante a votação.
Como a Justiça Eleitoral evita fraudes fisicamente na urna?
O equipamento utiliza lacres fabricados pela Casa da Moeda que deixam marcas em caso de tentativa de violação. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro realiza auditorias permanentes e exige identificação biométrica dos eleitores e assinaturas digitais nos arquivos gravados na máquina.
Quem inspeciona os programas da urna eletrônica?
O código-fonte do sistema fica disponível para auditoria da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público, de partidos políticos, de universidades e das Forças Armadas. A Justiça Eleitoral cria o programa de votação, impedindo que a fabricante privada altere os requisitos de segurança do software.
O que acontece se uma urna quebrar no dia da eleição?
Caso ocorra falha técnica, os dados gravados na memória interna e nas mídias externas são transferidos para uma urna de contingência por meio de uma chave de memória específica. O processo permite retomar a votação exatamente de onde parou, sem perda de nenhum voto.

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