PF combate garimpo ilegal de ouro em terra indígena em MT
Operação Solo Sagrado cumpre mandados de prisão e busca contra esquema que movimentou milhões e usou contas digitais para ocultar minério.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (18 de agosto) uma ofensiva contra a extração clandestina de minério e a lavagem de capitais em Mato Grosso. A ação mira financiadores e operadores do comércio clandestino de ouro.
Como funcionava o esquema do garimpo ilegal
O grupo criminoso montou uma cadeia completa na Terra Indígena Sararé. Os investigados bancavam a logística de maquinário pesado na mata e colocavam o metal extraído diretamente no mercado formal.
As equipes policiais constataram que a organização financiava a compra de combustível, ferramentas e veículos para abrir frentes de garimpo em áreas protegidas. O ouro retirado da terra indígena recebia aparência de legalidade antes de entrar na cadeia formal de compradores.
Durante as apurações, os agentes localizaram uma escavadeira hidráulica em plena atividade predatória dentro da reserva. As equipes apreenderam e destruíram o maquinário no próprio local da extração. O flagrante gerou uma multa administrativa superior a R$ 3 milhões contra a empresa dona do equipamento.
O papel dos órgãos federais e os mandados judiciais
A investida, batizada de Operação Solo Sagrado, uniu a PF, a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal (MPF). As três instituições cruzaram registros telemáticos, movimentações bancárias e declarações fiscais dos suspeitos.
Com base nessas provas, a Justiça Federal autorizou 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. A ordem judicial determinou o sequestro de bens, que é o congelamento de patrimônio para evitar a perda dos valores, além da quebra de sigilo bancário e tributário.
Como o dinheiro ilegal circulava
Os investigadores rastrearam mais de R$ 3,5 milhões recebidos por meio de instituições de pagamento e empresas de tecnologia financeira. O bando utilizava essas contas digitais para fragmentar os depósitos e esconder a rota do dinheiro do ouro.
O uso de plataformas de pagamento eletrônico servia de escudo financeiro. A manobra dispersava repasses rápidos entre diversas contas para impedir que os órgãos de controle identificassem os verdadeiros donos da carga mineral.
Nada muda para o comércio legal de minérios. As medidas atingem diretamente as contas bancárias, os bens e a liberdade dos envolvidos no esquema criminoso dentro do território protegido em Mato Grosso.
Próximos passos da apuração
A PF e os órgãos parceiros analisam agora todos os documentos, celulares e mídias recolhidos nos endereços vistoriados. A perícia técnica desse material pode revelar novos intermediários do comércio clandestino e gerar novos pedidos de prisão.
Perguntas frequentes
O que foi a Operação Solo Sagrado?
Quantas pessoas foram presas na ação em Mato Grosso?
Quanto dinheiro a organização criminosa movimentou?
O que aconteceu com os maquinários apreendidos no garimpo?
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