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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Digital

Justiça manda Virginia apagar anúncios irregulares de bets

TJDFT dá 48 horas para influenciadora remover posts da Blaze que prometem renda fácil, sob pena de sanções em ação de R$ 120 milhões.

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TJDFT dá 48 horas para influenciadora remover posts da Blaze que prometem renda fácil, sob pena de sanções em ação de R$ 120 milhões.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senad

A Justiça mandou a influenciadora Virginia Fonseca apagar, no prazo de 48 horas, anúncios de apostas online que prometem dinheiro fácil. A ordem atinge publicações feitas em parceria com a empresa Blaze.

A determinação vale para conteúdos que continuam visíveis nas redes sociais e proíbe novos posts com promessas enganosas. O desembargador Renato Rodovalho Scussel, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), assinou a ordem ao acolher pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A medida impõe limites severos à promoção de jogos de azar. Virginia está impedida de publicar conteúdos que apresentem as apostas como fonte de renda extra, trabalho alternativo, investimento ou garantia de lucros fixos.

O que muda na divulgação das bets

A influenciadora precisa filtrar todo o material publicado para remover os vídeos e imagens que descumprem as normas de publicidade. A lei das apostas eletrônicas proíbe qualquer propaganda que sugira ganho fácil ou retorno financeiro seguro ao apostador.

A ordem judicial fixa o prazo estrito de 48 horas para o cumprimento da retirada. Caso mantenha o conteúdo no ar, a influenciadora descumprirá determinação judicial expressa no processo movido pelos promotores.

O magistrado destacou que a proibição não encerra o contrato publicitário nem remove todas as postagens sobre o tema, focando apenas no material ilegal.

A remoção de conteúdo deve limitar-se às publicações concretas que permaneçam acessíveis e que contrariem os comandos objetivos ora estabelecidos. Não se justifica, em cognição sumária, determinar a retirada indistinta de todo conteúdo relacionado a apostas, pois a atividade publicitária, dentro dos limites legais, não é proibida.

Renato Rodovalho Scussel, desembargador do TJDFT

Renato Rodovalho Scussel, desembargador do TJDFT

O caminho do processo no TJDFT

A decisão obtida pelo MPDFT representa uma virada na tramitação da demanda. Em um primeiro momento, a primeira instância da Justiça do Distrito Federal rejeitou a solicitação de liminar — decisão provisória concedida antes do julgamento definitivo — enviada pelos promotores.

O Ministério Público recorreu contra a recusa inicial e levou o debate à segunda instância do TJDFT. O desembargador revisou o posicionamento e concedeu a tutela de urgência para impedir a continuidade dos anúncios abusivos.

A ordem cautelar antecipa os efeitos da ação civil pública protocolada no começo do mês. O processo principal busca a reparação pelos danos causados aos consumidores induzidos ao erro pelas campanhas digitais.

Indenização coletiva de R$ 120 milhões

Na ação principal, o MPDFT exige que Virginia e a empresa Blaze paguem conjuntamente o valor de R$ 120 milhões. A quantia é cobrada a título de indenização por danos morais coletivos devido às irregularidades cometidas nas campanhas.

O órgão alega que a divulgação abusiva atingiu milhares de seguidores com informações falsas sobre o funcionamento das apostas. O material original registrou que a defesa de Virginia não respondeu aos contatos, mantendo o espaço aberto para manifestação.

Perguntas frequentes

Virginia Fonseca pode continuar fazendo propaganda da Blaze?
Sim, desde que a publicidade siga as regras legais. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios autoriza propagandas de apostas, mas proíbe Virginia Fonseca de prometer renda fixa, ganho fácil, investimentos ou alternativas de emprego nos anúncios da Blaze.
Qual é o prazo para Virginia apagar os vídeos de apostas?
O desembargador Renato Rodovalho Scussel determinou o prazo de 48 horas para a remoção de todos os conteúdos irregulares das redes sociais. A ordem vale para publicações que continuam no ar e sugerem retornos financeiros garantidos nas apostas online.
Quanto o Ministério Público pede de indenização no processo?
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios exige R$ 120 milhões em danos morais coletivos. O valor é cobrado de forma solidária entre Virginia Fonseca e a plataforma Blaze por causa de anúncios considerados abusivos e enganosos aos seguidores.
Por que a propaganda de bets da Virginia foi considerada irregular?
A legislação proíbe associar apostas eletrônicas a promessas de lucros fixos ou renda extra. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios entende que apresentar jogos de azar como investimento engana os consumidores e viola as regras brasileiras de publicidade do setor.

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