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08h15
SUN., 16 DE AGO. DE 2026
Processo

Senado aprova reajuste de custas da Justiça Federal

Texto cria presunção de gratuidade para quem ganha até R$ 5 mil e retorna para nova votação dos deputados federais.

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Texto cria presunção de gratuidade para quem ganha até R$ 5 mil e retorna para nova votação dos deputados federais.
Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · via Wikimedia Commons

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (11 de agosto de 2026) a proposta que altera a tabela de cobrança das taxas de tramitação de processos na Justiça Federal. O texto segue agora para nova deliberação na Câmara dos Deputados.

Nada muda para o cidadão no momento imediato. A proposta precisa do aval final dos deputados federais e da sanção da Presidência da República para entrar em vigor. Se virar lei, a norma atinge pessoas físicas e empresas que movem ações cíveis e administrativas na Justiça Federal de primeira e segunda instâncias, além dos processos em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Isenção automática para renda de até R$ 5 mil

A proposta define que pessoas com renda tributável até o teto de isenção do Imposto de Renda recebem gratuidade judiciária de forma automática, dispensando comprovações adicionais sobre incapacidade financeira.

O limite adotado toma como referência a faixa de R$ 5 mil mensais. O juiz responsável pelo processo mantém o poder de conceder a isenção para rendas maiores caso o requerente comprove despesas essenciais que comprometam o sustento da família.

Reajuste anual e crítica sobre valores

O texto aprovado estabelece que a tabela de custas passará por revisão todo ano com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O modelo original previa correções a cada dois anos.

A versão aprovada gerou divergências em plenário quanto ao impacto financeiro para quem recorre ao Judiciário após 26 anos sem revisão legislativa integral.

É um valor estratosférico, muito acima da inflação. É um assunto que merecia ser melhor discutido

Oriovisto Guimarães, senador

Criação de fundos e destinação dos valores

A arrecadação das taxas e multas judiciais abastecerá o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) e o Fundo Especial do STJ (FeSTJ), ambos criados pela proposição. O Conselho da Justiça Federal (CJF) definirá a estrutura do Fejufe.

O dinheiro custeará investimentos em tecnologia, mutirões de atendimento e programas como a justiça itinerante em áreas remotas. A norma veda expressamente o uso das receitas para pagar salários, permitindo apenas gastos com treinamento e qualificação de servidores e magistrados.

Perguntas frequentes

Quem tem direito à gratuidade das custas judiciais?
Pessoas que comprovarem renda tributável de até R$ 5 mil mensais recebem isenção automática das custas na Justiça Federal. Juízes federais continuam autorizados a conceder a gratuidade para rendas superiores se a parte justificar a falta de condições financeiras.
Os novos valores de custas já estão em vigor?
Não. Como o Senado Federal alterou o texto original da Câmara dos Deputados, o projeto de lei precisa retornar aos deputados federais para nova rodada de votação e posterior sanção presidencial antes de começar a valer.
Como será feito o reajuste das taxas processuais?
A atualização dos valores das taxas da Justiça Federal ocorrerá anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação calculado pelo governo federal.

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