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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

TSE decide se valida eleição de Arthur Henrique em Roraima

Candidato mais votado teve registro indeferido por causa do prazo de desincompatibilização do cargo de prefeito.

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Candidato mais votado teve registro indeferido por causa do prazo de desincompatibilização do cargo de prefeito.
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai decidir se valida a vitória de Arthur Henrique na eleição suplementar para o governo de Roraima. O candidato obteve a maior parte dos votos nas urnas, mas enfrenta um impasse jurídico que impede a homologação do resultado.

Arthur Henrique e o candidato a vice, subtenente Velton, alcançaram 160.004 votos, o equivalente a 60,87% dos votos válidos no pleito realizado em um domingo (21). A apuração dos votos terminou na mesma noite, mas a Justiça Eleitoral não pode proclamar os vencedores antes da análise final do caso na última instância eleitoral.

O que impede a proclamação do resultado

A trava na posse decorre de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). A corte regional indeferiu o registro da chapa vencedora por entender que houve descumprimento do prazo de desincompatibilização, termo jurídico que exige o afastamento provisório de ocupantes de cargos públicos antes das eleições.

Arthur Henrique exercia o cargo de prefeito de Boa Vista e renunciou ao posto para disputar o governo estadual. A vacância no governo do estado ocorreu após a cassação do mandato do então governador Antonio Denarium e do vice-governador Edilson Damião.

Ao se desligar da prefeitura, o candidato seguiu uma resolução própria aprovada pelo TRE-RR, que previa o prazo de apenas 24 horas para o desligamento dos gestores. No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a eficácia dessa regra local.

Na visão do STF, a norma regional divergia da Lei Complementar 64/1990. A legislação federal exige o período mínimo de três meses de afastamento para que ocupantes de cargos no Poder Executivo fiquem aptos a disputar eleições.

Votação das outras chapas concorrentes

A eleição suplementar em Roraima registrou a participação de outras duas candidaturas ao governo do estado. A chapa composta por Soldado Sampaio e Tayla Peres somou 93.897 votos, alcançando 35,72% dos votos válidos.

Já a chapa formada por Nelita Frank e Bartô Macuxi obteve 8.948 votos, o que representa 3,40% do total contabilizado na apuração oficial do estado.

O que muda na prática para Roraima

Nada muda de imediato na chefia do Executivo roraimense. O resultado final permanece pendente até que os ministros do TSE analisem o recurso referente ao registro da candidatura vencedora. Se o tribunal superior mantiver o indeferimento decidido na instância regional, os votos dados à chapa podem ser anulados, abrindo espaço para novas determinações da Justiça Eleitoral.

Perguntas frequentes

Arthur Henrique já foi declarado governador de Roraima?
Não. Embora tenha obtido 60,87% dos votos válidos na eleição suplementar, a declaração oficial de vitória depende de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral. O registro da chapa foi indeferido regionalmente devido a controvérsia sobre o prazo de saída do cargo de prefeito.
Por que o registro do candidato mais votado foi indeferido?
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima barrou o registro porque Arthur Henrique se afastou da prefeitura com base em prazo de 24 horas. O Supremo Tribunal Federal anulou essa regra por violar a Lei Complementar 64/1990, que exige afastamento prévio de três meses.
Quantos votos os outros candidatos receberam na eleição suplementar?
A chapa de Soldado Sampaio e Tayla Peres recebeu 93.897 votos (35,72% do total válido). A candidatura de Nelita Frank e Bartô Macuxi registrou 8.948 votos, correspondendo a 3,40% das escolhas no estado.

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