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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

Programa Rio Sem LGBTIfobia entra em greve por salários

Profissionais cobram pagamento de vencimentos atrasados desde abril e a retomada de contratações suspensas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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Profissionais cobram pagamento de vencimentos atrasados desde abril e a retomada de contratações suspensas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Governo do RJ/Divulgação

Os profissionais do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia decretaram estado de greve nesta quarta-feira (1º) e protestaram no Rio de Janeiro. Eles cobram o pagamento de salários atrasados e a retomada de contratações congeladas pelo Estado.

A medida coloca em risco o atendimento gratuito prestado a milhares de pessoas vulneráveis na rede estadual. Atualmente, o serviço funciona com despesas pagas pelos próprios trabalhadores, sem data definida para a normalização dos repasses do governo fluminense.

Salários atrasados e seleções congeladas

Os salários de maio e junho de 2026 continuam sem pagamento aos funcionários. A crise financeira também paralisou a contratação de profissionais aprovados em processo seletivo realizado em 2025, que deveriam assinar contratos nesta quarta-feira.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), executora do programa ao lado da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), atribuiu o congelamento à falta de recursos estaduais. O Fórum das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia afirma que em abril de 2026 a equipe recebeu apenas o pagamento parcial dos vencimentos.

Protesto diante do governo interino

A categoria realizou uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) nesta quinta-feira (2). O local abriga o gabinete do governador interino, desembargador Ricardo Couto.

Os servidores cobram ação rápida antes do início do período de vedações eleitorais. A intenção é impedir a interrupção definitiva da política pública criada pela Lei Estadual nº 9.496/2021.

Alcance da rede no estado

O programa mantém 24 unidades ativas em todo o território fluminense, incluindo 20 Centros de Cidadania LGBTI+, três Centros Comunitários e um Polo de Cidadania.

A equipe de 300 profissionais presta orientação jurídica, suporte psicológico e acompanhamento social. A rede realizou 17.643 atendimentos em 2024 e 3.666 assistências registradas até a parcial de 2026.

Perguntas frequentes

O que é o Programa Rio Sem LGBTIfobia?
Trata-se de uma política pública do Estado do Rio de Janeiro criada pela Lei Estadual nº 9.496/2021. O programa oferece suporte psicológico, assistência jurídica, acolhimento social e acompanhamento a vítimas de violência em unidades distribuídas pelo território fluminense.
Por que os trabalhadores entraram em estado de greve?
Os profissionais protestam contra o atraso dos salários de maio e junho de 2026, além do pagamento parcial feito em abril. A categoria também cobra a retomada das contratações de aprovados no concurso de 2025, suspensas por falta de verba estadual.
Os serviços do programa foram interrompidos?
Os atendimentos continuam de forma temporária, mesmo sem os pagamentos em dia. No entanto, os trabalhadores alertam que a manutenção dos serviços é insustentável, pois muitos profissionais pagam despesas de trabalho com recursos do próprio bolso.

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