Programa Rio Sem LGBTIfobia entra em greve por salários
Profissionais cobram pagamento de vencimentos atrasados desde abril e a retomada de contratações suspensas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Os profissionais do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia decretaram estado de greve nesta quarta-feira (1º) e protestaram no Rio de Janeiro. Eles cobram o pagamento de salários atrasados e a retomada de contratações congeladas pelo Estado.
A medida coloca em risco o atendimento gratuito prestado a milhares de pessoas vulneráveis na rede estadual. Atualmente, o serviço funciona com despesas pagas pelos próprios trabalhadores, sem data definida para a normalização dos repasses do governo fluminense.
Salários atrasados e seleções congeladas
Os salários de maio e junho de 2026 continuam sem pagamento aos funcionários. A crise financeira também paralisou a contratação de profissionais aprovados em processo seletivo realizado em 2025, que deveriam assinar contratos nesta quarta-feira.
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), executora do programa ao lado da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), atribuiu o congelamento à falta de recursos estaduais. O Fórum das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia afirma que em abril de 2026 a equipe recebeu apenas o pagamento parcial dos vencimentos.
Protesto diante do governo interino
A categoria realizou uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) nesta quinta-feira (2). O local abriga o gabinete do governador interino, desembargador Ricardo Couto.
Os servidores cobram ação rápida antes do início do período de vedações eleitorais. A intenção é impedir a interrupção definitiva da política pública criada pela Lei Estadual nº 9.496/2021.
Alcance da rede no estado
O programa mantém 24 unidades ativas em todo o território fluminense, incluindo 20 Centros de Cidadania LGBTI+, três Centros Comunitários e um Polo de Cidadania.
A equipe de 300 profissionais presta orientação jurídica, suporte psicológico e acompanhamento social. A rede realizou 17.643 atendimentos em 2024 e 3.666 assistências registradas até a parcial de 2026.
Perguntas frequentes
O que é o Programa Rio Sem LGBTIfobia?
Por que os trabalhadores entraram em estado de greve?
Os serviços do programa foram interrompidos?
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