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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

Senado aprova piso de R$ 13.662 para médicos e dentistas

Texto da Comissão de Assuntos Sociais eleva adicional noturno para 50% e segue para a Câmara se não houver recurso ao plenário.

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Texto da Comissão de Assuntos Sociais eleva adicional noturno para 50% e segue para a Câmara se não houver recurso ao plenário.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou o projeto de lei que fixa em R$ 13.662 o novo piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas para uma jornada de 20 horas semanais.

O montante reajusta a remuneração mínima da categoria, antes fixada em R$ 3.636. A alteração atinge profissionais contratados pela iniciativa privada e servidores públicos municipais, estaduais e federais.

Apresentada pela senadora Daniella Ribeiro, a proposta altera outros direitos trabalhistas. O adicional noturno e a remuneração por horas extras sobem de 20% para 50%. As jornadas de trabalho passam a prever pausa de 10 minutos a cada 90 minutos de atividade. A regra determina ainda que apenas médicos e dentistas ocupem cargos de chefia nessas áreas.

Como funcionará o reajuste dos salários

Na iniciativa privada, as empresas reajustarão o piso anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já as prefeituras, governos estaduais e o Distrito Federal poderão adotar índices próprios definidos em leis locais.

Impacto orçamentário no setor público

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos estima que a adequação remuneratória gerará custo adicional de R$ 7,7 bilhões na rede pública federal no ano de 2027.

Relator do projeto, o senador Fernando Dueire defendeu que a melhoria salarial incentiva a fixação de médicos em municípios do interior. O Conselho Federal de Medicina (CFM) apoiou o texto.

O Senado analisou e reconheceu que os médicos brasileiros merecem um salário digno. Essa aprovação representa o reconhecimento da importância dos profissionais para o sistema de saúde e para a sociedade brasileira. Trata-se de uma medida de valorização profissional e de justiça.

José Hiran Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina

José Hiran Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina

O que falta para a medida entrar em vigor

A votação encerra a análise da proposta na comissão. O texto segue diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso assinado por senadores para levar o tema ao plenário. A norma só passa a valer após aprovação pelos deputados e sanção presidencial.

Perguntas frequentes

Quem tem direito ao novo piso salarial?
A proposta beneficia médicos e cirurgiões-dentistas do setor privado e das redes públicas municipal, estadual e federal. Para receber o vencimento inicial de R$ 13.662, o profissional deve cumprir jornada de trabalho de 20 horas semanais, segundo o texto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
O piso de R$ 13.662 já está valendo?
Não. A proposta passou pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal e precisa tramitar na Câmara dos Deputados. A lei só entra em vigor após a aprovação da Câmara e a sanção do presidente da República.
Como será feito o reajuste anual do salário?
Na iniciativa privada, o piso dos profissionais terá correção anual vinculada à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No setor público municipal e estadual, a atualização seguirá as regras de leis locais.
Quais outros direitos mudam com o projeto?
O texto eleva os adicionais noturnos e de horas extras de 20% para 50%. A proposta garante também intervalo de descanso de 10 minutos a cada 90 minutos trabalhados e restringe as chefias de serviços médicos e odontológicos a profissionais diplomados na área.

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