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PLANTÃO

Senado aprova corte de impostos sobre combustíveis

21h56
THU., 13 DE AGO. DE 2026
Tributário

Câmara aprova corte de impostos para combustíveis

Projeto de lei reduz tributos federais sobre gasolina, diesel e fertilizantes para conter alta do petróleo, mas precisa do aval do Senado.

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Projeto de lei reduz tributos federais sobre gasolina, diesel e fertilizantes para conter alta do petróleo, mas precisa do aval do Senado.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o corte de impostos federais sobre combustíveis para barrar o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação. O texto agora depende da análise do Senado Federal.

Nada muda no bolso do consumidor imediatamente. A proposta reduz alíquotas de tributos sobre gasolina, diesel, biodiesel, etanol e querosene de aviação, mas exige aprovação dos senadores e sanção presidencial para entrar em vigor.

A perda de arrecadação do governo será paga pelo crescimento dos royalties do petróleo. O encarecimento do barril no mercado internacional turbinou os ganhos da União desde o começo do ano.

Somente entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período em 2025, um crescimento real superior a 200%

Marussa Boldrin, deputada e relatora da proposta

Regras para etanol e agronegócio

A relatora da matéria, deputada Marussa Boldrin, modificou o texto original apresentado pelo deputado Paulo Pimenta. Ela incluiu regras para manter a vantagem competitiva dos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis. Se a tributação da gasolina cair 30% ou mais, a cobrança sobre o etanol cai a zero.

Para garantir o equilíbrio do setor de combustíveis limpos, o governo pagará uma subvenção de R$ 1,2 bilhão a produtores de etanol hidratado. As usinas e cooperativas também poderão abater até R$ 750 milhões em dívidas com a Receita Federal usando créditos de PIS/Pasep e Cofins.

Incentivos para fertilizantes e outros setores

O pacote aprovado pela Câmara atinge produtores rurais ao baixar de 50% para 30% a exigência de receita de exportação para suspender o pagamento de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).

O texto autoriza até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a produção nacional de fertilizantes e remineralizadores entre 2027 e 2031, limitados a R$ 1 bilhão ao ano. O benefício cobrirá até 20% dos custos produtivos. Insumos da indústria de fertilizantes também ganham isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

A proposta estende isenções tributárias à realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027 e prevê verbas para hospitais inteligentes. A votação ocorreu após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Perguntas frequentes

O desconto nos combustíveis já está valendo?
Não. O projeto aprovado na Câmara dos Deputados precisa passar por votação no Senado Federal e depois ser sancionado pela Presidência da República. Só após essas etapas e a publicação da lei as novas regras de impostos começam a vigorar.
Quem se beneficia com a mudança na cobrança de tributos?
A proposta beneficia produtores e importadores de combustíveis, usinas de etanol, produtores rurais e fabricantes nacionais de fertilizantes. Além desses setores, a medida concede isenções fiscais para a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Como o governo vai bancar a queda na arrecadação?
A renúncia fiscal será compensada pelo aumento de arrecadação com royalties de petróleo. A guerra no Oriente Médio elevou a cotação do barril e turbinou a receita da União com participações governamentais na exploração de petróleo no início de 2026.

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