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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Caso Henry: Monique diz no júri que suspeita ter sido dopada

Em depoimento no TJRJ, mãe do menino acusou Dr. Jairinho pelas agressões e negou ter acobertado violência contra o filho.

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Em depoimento no TJRJ, mãe do menino acusou Dr. Jairinho pelas agressões e negou ter acobertado violência contra o filho.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora Monique Medeiros afirmou no julgamento do assassinato do filho, Henry Borel, que suspeita ter sido dopada pelo ex-namorado Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, na noite em que o menino morreu.

O que muda no processo contra os réus

Nada muda de imediato na situação jurídica dos réus. A declaração integra a fase de instrução e interrogatório no Tribunal do Júri. Cabe aos jurados avaliar os depoimentos e as provas reunidas no processo para definir se absolvem ou condenam os acusados ao fim do julgamento.

No depoimento prestado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Monique atribuiu a responsabilidade da morte ao ex-vereador. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) acusa o ex-parlamentar de torturar a criança até a morte e a mãe de omissão.

Relato de dopagem e madrugada do crime

Monique explicou que dormiu em um quarto diferente do filho na madrugada de 8 de março de 2021 após ingerir medicação que suspeita ter sido dada por Jairinho. Ela alegou que o ex-namorado já tinha feito isso para evitar que ela conversasse com outros homens.

Segundo a professora, Jairinho a acordou por volta das 3h40 dizendo que encontrou Henry caído no chão. No hospital, os médicos tentaram a ressuscitação por duas horas e meia. Monique admitiu ter endossado a versão de queda da cama à época porque a criança não apresentava marcas aparentes de lesão ao dar entrada na unidade de saúde.

Se eu soubesse de algo, eu estaria aqui sendo julgada pela morte do Jairinho.

Monique Medeiros, ré no processo

Monique Medeiros, ré no processo

Agressões anteriores e mensagens da babá

A mãe declarou que não acreditava que o parceiro pudesse agredir a criança, apesar de episódios anteriores de ciúme contra ela e queixas de agressão feitas pelo garoto ao pai biológico, Leniel Borel, e à babá. Monique negou ter mandado apagar mensagens do celular.

A ré contestou a versão da babá de que soube das agressões no próprio dia em que ocorreram. Ela sustentou que a ordem para apagar conversas partiu da família de Jairinho. Monique também relatou ter confrontado o ex-namorado antes da prisão dos dois, ocorrida em 7 de abril de 2021, quando deu tapas no rosto dele e o acusou de matar o menino. A juíza Elizabeth Machado Louro preside a sessão no 2º Tribunal do Júri.

Perguntas frequentes

O que Monique Medeiros alegou sobre o dia da morte do filho?
Monique Medeiros afirmou em depoimento ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que suspeita ter sido dopada por Jairo Souza Santos Júnior na noite do crime. Ela relatou ter sido acordada pelo ex-namorado na madrugada, quando o menino já estava inconsciente.
Quem são os réus acusados na morte de Henry Borel?
Os réus no processo são Monique Medeiros, mãe da criança, e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, ex-vereador do Rio de Janeiro. O Ministério Público acusa Jairinho de cometer as agressões fatais e Monique de se omitir na proteção do filho.
Monique Medeiros confessou participação nas agressões?
Não. Monique Medeiros negou ter agredido a criança ou ter conhecimento de que o filho sofria tortura dentro do apartamento. Em depoimento à Justiça, a professora declarou que acredita na responsabilidade de Dr. Jairinho pela morte de Henry Borel.

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