Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 11/08/2026Entrar
PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

GAECO denuncia quatro por espionar autoridades para o PCC

Investigação do MPSP aponta que acusados mapeavam rotina de promotor e gestor prisional para repassar dados ao setor de atentados da facção.

Por
𝕏 f
Investigação do MPSP aponta que acusados mapeavam rotina de promotor e gestor prisional para repassar dados ao setor de atentados da facção.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), denunciou quatro homens acusados de mapear a rotina de autoridades paulistas para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação do GAECO coloca no banco dos réus os investigados apontados por levantar dados estratégicos para atentados. As vítimas monitoradas são o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. O material original não informa a data exata em que o MPSP protocolou a peça acusatória na Justiça.

A perseguição contra os agentes públicos não é recente. A investigação revela que o promotor e o gestor figuram como alvos do PCC desde 2018, ano em que investigadores apreenderam bilhetes manuscritos ordenando a morte de ambos. Para viabilizar os ataques, a célula do crime organizado levantava endereços, horários e trajetos diários. O grupo também buscava adquirir armas de grosso calibre.

Divisão de tarefas na espionagem

Cada um dos quatro denunciados cumpria uma função específica no rastreamento dos agentes públicos. A estrutura garantia que os dados colhidos na rua chegassem rapidamente aos tomadores de decisão da facção criminosa.

A lista de acusados inclui Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior. Dentro do esquema, Sergio e Adilson mantinham contato direto com outros setores da organização. Sergio atuava na negociação para compra de armamento pesado e adotava cuidados estritos para apagar rastros de conversas digitais com a cúpula do grupo.

Repasse para a área de atentados do PCC

As informações levantadas em campo alimentavam diretamente a Sintonia Restrita, cúpula responsável por planejar e executar mortes de alto impacto estratégico.

Ficou claro que os denunciados, de forma coligada, atuaram no levantamento detalhado de rotinas/endereços/dados de autoridades públicas, com finalidade de repassar as informações para a 'Sintonia Restrita', setor da organização criminosa responsável pelo comando, coordenação e execução de ações de maior relevância estratégica do grupo, que efetivaria o atentado contra a vida das vítimas.

Juliano Carvalho Atoji, promotor de Justiça

Juliano Carvalho Atoji, promotor de Justiça

Segundo a acusação assinada pelo promotor Juliano Carvalho Atoji, existia um fluxo contínuo de dados sensíveis entre os encarregados do trabalho de campo e os executores finais dos homicídios planejados.

Próximos passos do processo

Com o oferecimento da denúncia pelo GAECO, caberá ao Poder Judiciário decidir se aceita a acusação e transforma os investigados em réus no processo penal. O material não detalha em qual vara criminal o caso tramita.

Perguntas frequentes

Quem foram os alvos do monitoramento do PCC?
O grupo monitorou o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de unidades prisionais do oeste paulista, Roberto Medina. A investigação do Ministério Público de São Paulo indica que ambos são alvos da facção desde 2018, quando a polícia apreendeu bilhetes com ordens de assassinato.
Quem são os quatro denunciados pelo GAECO?
Os acusados pelo Ministério Público de São Paulo são Victor Hugo da Silva, Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, Sergio Garcia da Silva e Adilson Audinir Oliveira Junior. Cada um desempenhava tarefas específicas no levantamento de endereços, rotinas e na busca por armamento pesado.
O que é a Sintonia Restrita do PCC?
A Sintonia Restrita é a ala do Primeiro Comando da Capital encarregada de planejar, coordenar e executar atentados de maior relevância estratégica. As informações colhidas pelos denunciados sobre as autoridades eram direcionadas a esse setor para organizar os ataques.
A denúncia já foi aceita pela Justiça?
O material fornecido não informa se a Justiça de São Paulo já aceitou a denúncia apresentada pelo GAECO. Caso o juiz aceite a acusação do Ministério Público, os quatro investigados passam formalmente à condição de réus no processo criminal.

Leia também