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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

Cira SP combate fraude de R$ 3,8 bilhões no ICMS

A Operação Distrato cumpre 38 mandados de busca e apreensão contra empresas e escritórios que vendiam créditos fiscais falsos em São Paulo e no Paraná.

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A Operação Distrato cumpre 38 mandados de busca e apreensão contra empresas e escritórios que vendiam créditos fiscais falsos em São Paulo e no Paraná.
Foto: Divulgação/Secretaria da Fazenda

Autoridades paulistas cumprem 38 mandados contra um esquema de venda de créditos fiscais falsos que desviou R$ 3,8 bilhões do Fisco. A fraude envolveu centenas de empresas e escritórios de advocacia.

A força-tarefa coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) busca estancar a sangria de recursos públicos e recuperar o dinheiro sonegado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na prática, as negociações irregulares faziam com que os impostos devidos ao Estado fossem desviados para os operadores do golpe.

Como funcionava a fraude do ICMS

Escritórios de advocacia e consultorias ofereciam a empresários paulistas supostos créditos tributários — abatimentos no imposto — com um deságio, que representa um desconto sobre o valor original. A promessa apresentada aos clientes era de que essas autorizações tinham respaldo legal do Fisco estadual. A investigação aponta que 752 empresas utilizaram esse modelo ilegal.

Com o uso de papéis forjados, os contribuintes reduziam o recolhimento do imposto estadual. Em contrapartida, repassavam aos consultores e advogados honorários que alcançavam até 70% do valor do crédito utilizado. O montante deixava de ingressar nos cofres do Estado de São Paulo para remunerar os intermediários do esquema.

Locais atingidos pela Operação Distrato

Nesta quarta-feira (15), agentes saíram às ruas para cumprir 38 mandados de busca e apreensão em dois estados. No território paulista, as diligências ocorrem nas cidades de São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto. As equipes também cumprem ordens judiciais em Cambé e Londrina, no Paraná.

As autoridades buscam recolher provas para identificar os beneficiários econômicos das infrações. A apuração abrange suspeitas de crimes tributários, organização criminosa, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro decorrentes das transações ilegais.

Quem integra a força-tarefa

O Cira/SP é composto pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo. O cumprimento das decisões judiciais tem o suporte da Polícia Civil e da Polícia Militar.

A apuração prossegue para verificar a responsabilidade de cada envolvido na compra e na oferta dos créditos falsificados. Por enquanto, o material não informa se haverá pedido de prisão de suspeitos nem estipula prazos para a conclusão dos laudos das apreensões.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Distrato?
A Operação Distrato é uma ação deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo contra um esquema de venda de créditos falsos de ICMS. A investigação apura sonegação fiscal de R$ 3,8 bilhões cometida por 752 empresas com o auxílio de escritórios de advocacia e consultoria.
Como funcionava o esquema do ICMS falso?
Escritórios de advocacia vendiam créditos tributários falsos com desconto a empresas paulistas, prometendo autorização do Fisco. As empresas deixavam de pagar o ICMS ao Estado de São Paulo e repassavam até 70% do valor abatido em honorários aos advogados e consultores que operavam o golpe.
Quais cidades foram alvo dos mandados de busca?
As equipes cumpriram 38 mandados de busca e apreensão nos municípios paulistas de São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé. As buscas visam apreender documentos e mídias para identificar os reais beneficiários do esquema de lavagem de dinheiro.
Quais crimes estão sendo investigados na operação?
As autoridades investigam a prática de crimes tributários, organização criminosa, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro. O foco principal da força-tarefa é recuperar o prejuízo bilionário aos cofres públicos e responsabilizar criminalmente os organizadores e beneficiários do esquema ilícito.

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