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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

TJRJ mantém condenação de acusados de matar músico no Rio

Justiça do Rio negou envio de recurso ao STJ para um dos réus e reduziu a pena do segundo envolvido na morte de Sérgio Stamile.

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Justiça do Rio negou envio de recurso ao STJ para um dos réus e reduziu a pena do segundo envolvido na morte de Sérgio Stamile.
Foto: Diego Carvalho/TJ-RJ

Dois homens condenados por matar o músico Sérgio Stamile continuam presos após decisão da Justiça do Rio. O tribunal negou o envio do recurso a Brasília para um dos réus e reajustou a pena do segundo.

A decisão partiu da desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, integrante do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). A magistrada analisou os pedidos das defesas para enviar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O que muda na prática para os réus

Na prática, a decisão mantém a responsabilização penal da dupla pelo assassinato e roubo cometidos no Arpoador. A alteração na contagem do tempo de prisão beneficia apenas um dos réus, mas mantém ambos na prisão em regime fechado.

O réu Flávio Lima de Mello teve o pedido totalmente negado. Ele cumpre a pena de 23 anos e 4 meses de prisão. A tentativa de levar o caso ao STJ parou na análise de admissibilidade no tribunal estadual.

Pablo Francisco da Silva obteve redução parcial da sanção. A punição dele caiu de 27 anos, 2 meses e 20 dias para 26 anos e 3 meses de reclusão. O regime de cumprimento permanece fechado.

Como aconteceu o crime no Arpoador

O crime ocorreu em agosto de 2021 no Parque Garota de Ipanema, localizado na zona sul do Rio de Janeiro. A vítima, o publicitário, empresário e músico Sérgio José Coutinho Stamile, era conhecido na região como Pirata do Arpoador.

Stamile costumava frequentar o local sozinho durante a noite para meditar. Na data do fato, o parque estava praticamente deserto. Os dois homens abordaram a vítima no local e iniciaram uma luta corporal.

A dupla imobilizou e asfixiou o músico até a morte. Em seguida, os agressores fugiram levando os pertences da vítima. A conduta caracterizou o crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Entenda a recusa do recurso especial

A defesa dos acusados apresentou um recurso especial, instrumento processual utilizado para contestar decisões estaduais junto ao STJ. A desembargadora negou o prosseguimento do pedido de Flávio Lima de Mello ao constatar o não preenchimento dos requisitos legais para análise na corte superior.

A revisão concedida a Pablo Francisco da Silva ajustou o cálculo da pena aplicável, sem alterar a condenação principal do processo.

Perguntas frequentes

Quem era Sérgio Stamile e o que aconteceu com ele?
Sérgio José Coutinho Stamile era publicitário, empresário e músico, conhecido como Pirata do Arpoador. Em agosto de 2021, ele foi abordado por dois homens no Parque Garota de Ipanema enquanto meditava. A dupla o imobilizou, asfixiou até a morte e roubou seus pertences.
Quais foram as penas mantidas pelo TJRJ?
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro manteve a condenação de Flávio Lima de Mello a 23 anos e 4 meses de prisão. Para Pablo Francisco da Silva, a Justiça reduziu a pena de 27 anos, 2 meses e 20 dias para 26 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado.
Os réus conseguiram levar o processo ao STJ?
A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes negou o envio do recurso de Flávio Lima de Mello ao Superior Tribunal de Justiça. Pablo Francisco da Silva teve o pedido aceito apenas em parte para diminuir a pena no próprio tribunal estadual.

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