Bloqueio de bets começa em outubro com confisco de saldo
Medida provisória encerra operações legais no dia 5 de outubro; plataformas que seguirem ativas terão receitas direcionadas para a segurança pública.

O governo federal proibiu o funcionamento de casas de apostas no país por meio de medida provisória, norma que tem força imediata de lei. Quem mantiver páginas de jogos ativas enfrentará bloqueio de rede e confisco do dinheiro movimentado.
O que muda para as plataformas de apostas
As empresas autorizadas encerram as atividades em 5 de outubro de 2026. No dia seguinte, qualquer página ligada a apostas passa a ser considerada ilegal. Os servidores públicos vão rastrear os depósitos e apreender os montantes recebidos por essas companhias para abastecer cofres da segurança pública.
O encerramento atinge 85 sites e perto de 180 marcas que operavam sob autorização oficial, segundo dados apresentados pelo Ministério da Fazenda. O titular da pasta, o ministro Dario Durigan, detalhou as providências tomadas pelo governo federal:
Hoje são 85 sites e cerca de 180 marcas legais. Elas deixam de existir completamente no dia 5 de outubro. Qualquer outra será bloqueada, rastrearemos os recursos movimentados e vamos confiscar o dinheiro que tenham recebido
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Como funcionará o rastreamento do dinheiro
Uma força-tarefa cruza dados bancários e digitais para identificar intermediadores de pagamento e o caminho percorrido pelo dinheiro. O monitoramento rastreia os mecanismos de envio de valores aos operadores clandestinos para travar as transações financeiras e recolher os ativos encontrados.
A apuração mobiliza a Receita Federal, a Polícia Federal (PF), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Ministério da Justiça. Servidores dessas repartições empregam ferramentas com inteligência artificial para localizar endereços virtuais que tentam furar as ordens de bloqueio. O sistema já retirou do ar mais de 60 mil páginas desde 2024.
Proposta do governo quer criminalizar apostas online
O Executivo pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto para transformar em crime a exploração de jogos eletrônicos e apostas na internet. A intenção foca em cortar a conexão entre plataformas ilegais e esquemas de lavagem de capitais gerenciados por facções criminosas.
A ofensiva quer asfixiar esquemas que usam sites clandestinos para ocultar valores ilícitos. O ministro Wellington César Lima e Silva, da Justiça, confirmou que a equipe conjunta ganhará reforços para deflagrar ações policiais contra os responsáveis pelas operadoras clandestinas. Todo o dinheiro confiscado nessas intervenções bancará projetos de segurança pública.
Perguntas frequentes
Quando as bets autorizadas deixam de funcionar?
O que acontece com o dinheiro dos sites que continuarem no ar?
Quem faz a fiscalização dos sites de aposta no Brasil?
Apostar na internet vai virar crime?
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