Governo libera R$ 64 milhões contra danos do El Niño
Medida provisória repassa verbas emergenciais para a compra de comida da agricultura familiar e socorro imediato a aldeias indígenas.

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (22 de setembro) uma medida provisória que libera crédito extraordinário de R$ 64 milhões para conter estragos provocados pelo El Niño no Brasil.
O dinheiro atende diretamente famílias rurais que perderam lavouras por causa do clima e populações tradicionais desabastecidas. Como o texto saiu por medida provisória, a verba entra em operação de forma imediata no orçamento federal.
Divisão dos recursos emergenciais
O governo repartiu o montante entre duas frentes públicas de atendimento social. A maior fatia, de R$ 40 milhões, vai para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) comprar e distribuir comida produzida por agricultores familiares.
A operação ocorre por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A iniciativa socorre ao mesmo tempo o agricultor que perdeu compradores e as famílias que enfrentam falta de comida pelas secas e enchentes.
O restante da verba, calculado em R$ 24 milhões, abastece a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A entidade destina a quantia para levar água potável, mantimentos e itens básicos de sobrevivência até áreas indígenas isoladas ou castigadas pelas mudanças do tempo.
Canal oficial reúne alertas e monitoramento
Junto da liberação financeira, a administração federal colocou no ar uma página eletrônica dedicada a acompanhar o fenômeno climático. O portal reúne dados técnicos sobre oscilações meteorológicas e mapeia os riscos em cada região do território nacional.
O espaço orienta prefeituras, governos estaduais e moradores sobre prevenção de acidentes naturais e medidas de socorro comunitário. O objetivo é acelerar respostas locais antes que o clima destrua lavouras e interrompa o fornecimento de água potável.
Como o fenômeno mexe com as regiões
O El Niño esquenta as águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e desregula o padrão das chuvas em toda a América do Sul. A alteração climática não atinge os estados da mesma maneira.
No Norte e no Nordeste, o evento gera estiagem severa e esvazia rios. No Centro-Oeste e no Sudeste, atrasa o plantio regular ao adiar a temporada chuvosa. Já na Região Sul, o mesmo fenômeno despeja tempestades contínuas e provoca inundações em áreas rurais e urbanas.
Perguntas frequentes
Quem recebe os alimentos comprados pelo governo?
Como a Funai vai aplicar a verba recebida?
O crédito de R$ 64 milhões já está valendo?
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