Maria da Penha Virtual no TJRJ soma 3,2 mil pedidos em 2026
Plataforma do Rio de Janeiro registra média mensal de 459 solicitações nos primeiros sete meses do ano e projeta alta de 50% em relação a 2025.

Mulheres vítimas de violência no Rio de Janeiro enviaram 3.210 pedidos de socorro digital de janeiro a julho de 2026. A demanda pelo sistema Maria da Penha Virtual no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) quase alcançou o total de todo o ano passado.
A ferramenta atende moradoras do estado do Rio de Janeiro e permite solicitar medidas protetivas — decisões judiciais urgentes para afastar o agressor ou proibir contato — diretamente pelo navegador de internet, sem baixar aplicativo.
O volume de chamados até meados de julho atingiu a média de 459 solicitações mensais. Se a procura mantiver a intensidade até dezembro, o serviço fechará o ano com alta de quase 50% na comparação com as 3.696 solicitações registradas em 2025.
Perfil das vítimas e comportamento dos agressores
Mulheres com idade entre 21 e 40 anos lideram o uso da plataforma. Elas concentram 56,5% de todos os acionamentos registrados nos primeiros sete meses do ano.
Levantamento do Observatório Judicial da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher detalha a conduta do denunciado no momento da agressão. Em 38,1% dos casos, o homem agiu de forma violenta. A conduta controladora apareceu em 35,7% das ocorrências, enquanto o ciúme excessivo motivou 26,3% dos relatos.
Como funciona o pedido na plataforma
Criado em 2020 por estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o canal opera como um web app. A usuária acessa o endereço eletrônico por celular ou computador e preenche o formulário sem deixar registro de aplicativo instalado no aparelho.
A vítima detalha o fato, informa os dados do agressor e indica a proteção necessária prevista na Lei Maria da Penha. É possível anexar fotos e gravações de áudio como prova. Ao concluir o envio, o sistema gera automaticamente uma petição em formato PDF e a envia ao juizado competente do TJRJ.
O TJRJ orienta que a mulher limpe o histórico de navegação do celular ou computador logo após concluir a solicitação, evitando que o agressor descubra o pedido de ajuda.
Outros canais de socorro e denúncia
A mulher em perigo conta com opções de atendimento telefônico e presencial. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona 24 horas por dia, com ligação gratuita ou mensagem pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180.
Casos urgentes com violência em andamento devem ser comunicados à Polícia Militar pelo número 190. Registros presenciais e pedidos de auxílio ocorrem nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, nas delegacias da Polícia Civil, nas Casas da Mulher Brasileira e no serviço Disque 100.
Perguntas frequentes
Quem pode pedir a medida protetiva pelo Maria da Penha Virtual?
Preciso baixar algum aplicativo para usar o serviço?
Como garantir a segurança do celular após fazer o pedido?
Quais dados podem ser anexados ao formulário online?
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