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21h56
THU., 13 DE AGO. DE 2026
INSS

PF combate fraude de crédito consignado em três estados

Operação Fugazi cumpre mandados e bloqueia bens de empresas acusadas de enganar aposentados e servidores públicos com juros abusivos.

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Operação Fugazi cumpre mandados e bloqueia bens de empresas acusadas de enganar aposentados e servidores públicos com juros abusivos.
Foto: Rovena Rosa · CC BY 3.0 · via Wikimedia

A Polícia Federal (PF) cumpre 13 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (15) contra uma rede suspeita de fraudar operações de crédito consignado para lesar aposentados, pensionistas e servidores públicos.

A ação policial, batizada de Operação Fugazi, mobilizou equipes para cumprir as ordens judiciais simultaneamente em três estados: Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul. Além das buscas nos endereços ligados aos suspeitos, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis, bem como o bloqueio de contas e ativos financeiros dos investigados.

Como funcionava o esquema do falso cartão

Segundo as apurações da PF, empresas ligadas ao grupo abordavam os consumidores oferecendo o que apresentavam como um cartão de crédito consignado. No entanto, a operação real entregava um empréstimo consignado comum com cobrança de juros abusivos e sem mecanismos claros de liquidação.

O contrato continha cláusulas e rotinas operacionais desenhadas especificamente para dificultar o pagamento do saldo principal. Dessa forma, em vez de reduzir a dívida a cada parcela descontada no benefício ou na folha de pagamento, o saldo devedor aumentava de forma contínua. Essa armadilha financeira causava prejuízos diretos aos aposentados do INSS, pensionistas e servidores, impedindo o encerramento do contrato.

Crimes apurados e medidas judiciais

Os fatos investigados na Operação Fugazi configuram possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de fraudes e lavagem de dinheiro. A apuração tenta mapear o caminho percorrido pelos recursos obtidos com as cobranças indevidas e identificar a estrutura corporativa utilizada pelo grupo.

Para assegurar o ressarcimento das vítimas e interromper as atividades ilícitas, o Poder Judiciário decretou a indisponibilidade do patrimônio dos envolvidos. A retenção atinge veículos, imóveis, contas bancárias e investimentos vinculados aos suspeitos ou às pessoas jurídicas investigadas.

Quem foi atingido pelas operações ilícitas

O público-alvo das empresas investigadas era composto por pessoas com margem consignável disponível, como aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, além de servidores públicos civis e militares. A estabilidade no recebimento dos proventos desses grupos garantia a retenção automática dos valores pelas financeiras investigadas.

O material apreendido durante a execução dos 13 mandados de busca será periciado pelos peritos da PF para detalhar o volume total de recursos movimentados no esquema. As investigações prosseguem para verificar a participação de outros intermediários e instituições na comercialização do falso cartão de crédito.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Fugazi da Polícia Federal?
A Operação Fugazi é uma ação da Polícia Federal para desarticular um esquema de fraude em crédito consignado. A investigação apura a conduta de empresas que enganavam aposentados, pensionistas e servidores públicos ao aplicar juros abusivos em operações financeiras em três estados.
Quem foram as principais vítimas do esquema investigado?
As principais vítimas eram aposentados e pensionistas do INSS, além de servidores públicos civis e militares. As empresas exploravam a margem consignável desse público para aplicar juros abusivos por meio de contratos de crédito consignado mascarados como cartão de crédito.
Quais medidas a Justiça tomou contra os investigados?
A Justiça autorizou a execução de 13 mandados de busca e apreensão no Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul. O Judiciário também determinou o sequestro de bens imóveis e móveis, além do bloqueio de ativos financeiros e contas bancárias dos suspeitos.

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