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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
INSS

Governo vai ao STF contra aposentadoria especial de agentes

Proposta aprovada no Senado cria regras para profissionais de saúde, mas ausência de compensação fiscal gera reação do Ministério da Fazenda.

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Proposta aprovada no Senado cria regras para profissionais de saúde, mas ausência de compensação fiscal gera reação do Ministério da Fazenda.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda prepara um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a aposentadoria especial de agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. A decisão ocorre após o Senado Federal aprovar a proposta sem definir de onde virá o dinheiro.

Hoje, esses trabalhadores seguem as regras gerais da Previdência Social. Para obter o benefício especial, precisam comprovar exposição contínua a agentes nocivos à saúde.

O que muda na aposentadoria dos agentes

A proposta cria exigências próprias de idade e tempo de serviço para a categoria. A regra fixa idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, além de 25 anos de contribuição e trabalho efetivo no setor.

O texto estende os direitos aos agentes indígenas de saúde e de saneamento. Também estabelece normas de transição para quem já está na ativa. Parlamentares argumentam que as visitas domiciliares e as ações de vigilância justificam o acesso facilitado.

O tamanho do rombo nas contas públicas

A equipe econômica calcula um custo entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões em dez anos. O valor considera a queda na arrecadação e o pagamento adiantado das aposentadorias.

O gasto pode subir. As projeções oficiais deixaram de fora os pedidos de revisão de benefícios já concedidos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ele defende o cumprimento da legislação fiscal.

Se não estiver apontando fonte de receita, descumprindo a jurisprudência do Supremo, é provável que o governo vá ao STF.

Dario Durigan, ministro da Fazenda

Dario Durigan, ministro da Fazenda

Por que a regra pode cair na Justiça

A Constituição exige que qualquer novo benefício traga uma fonte de receita para cobrir a despesa. Como a proposta aprovada não indica de onde sairá a verba, o governo considera a medida inconstitucional.

O tribunal já derrubou normas semelhantes que criaram gastos sem compensação financeira. O governo aguarda a conclusão da redação final para protocolar a ação na corte. Nada muda nas regras de aposentadoria enquanto o processo não tramitar ou houver uma medida liminar, que é uma decisão provisória antes do julgamento definitivo.

Perguntas frequentes

Quem tem direito às novas regras de aposentadoria?
A proposta beneficia agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e agentes indígenas de saúde e saneamento. Para solicitar o benefício, o profissional precisa comprovar 25 anos de serviço na função e idade de 57 anos para mulheres ou 60 anos para homens.
A nova aposentadoria especial já está valendo?
Não. Embora o Senado tenha aprovado o texto, a medida depende de promulgação e o governo federal promete acionar o Supremo Tribunal Federal para barrar as alterações. As exigências atuais do INSS continuam vigentes até eventual decisão judicial.
Qual é a alegação do governo para barrar a proposta?
O Ministério da Fazenda afirma que a criação do benefício sem apontar fonte de custeio descumpre a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal. A estimativa oficial prevê um impacto de até R$ 30 bilhões nas contas públicas em dez anos.

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