Biometria na urna não bloqueia voto de quem está regular
Eleitores sem cadastro biométrico votam normalmente apresentando documento oficial com foto, desde que a situação no título de eleitor esteja regular.

Eleitores com o título de eleitor em situação regular votam nas eleições mesmo sem ter cadastrado a biometria, tecnologia de identificação por impressão digital. A Justiça Eleitoral exige a apresentação de um documento oficial com foto na seção eleitoral para liberar o acesso à cabine de votação.
A tecnologia está disponível em todas as seções eleitorais espalhadas pelo país. A medida busca evitar fraudes e garantir a lisura de todo o pleito. Quem perdeu o prazo para o cadastro biométrico, encerrado em maio, não fica impedido de votar. A biometria melhora a segurança do processo, mas a falta do registro biométrico não retira o direito ao voto do cidadão com documento regularizado.
O que acontece se a urna não reconhecer a digital
O eleitor mantém o direito de votar mesmo se o leitor da urna eletrônica não reconhecer as digitais salvas no sistema. Quando a leitura falha no momento da identificação, a orientação oficial determina repetir o procedimento no leitor até quatro vezes.
Caso a dificuldade persista após as tentativas na máquina, a mesa receptora confirma a identidade do cidadão por outros meios de conferência no próprio cadastro. Os mesários checam as informações prestadas. Se os dados coincidirem com o registro do sistema, o eleitor assina o caderno de votação. Quem não souber assinar registra a impressão digital no documento impresso antes de votar.
Como o TSE utiliza o cadastro de impressões digitais
A Justiça Eleitoral iniciou o uso de dados de impressões digitais para identificar votantes em 2008. O objetivo principal da iniciativa é reforçar a segurança nas urnas e impedir que uma pessoa tente votar no lugar de outra.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa os dados coletados e faz o cruzamento de informações no sistema nacional. Esse processo automatizado permite identificar e barrar eleitores com registros duplicados no cadastro eleitoral. Durante o atendimento presencial nos cartórios, a equipe coleta a fotografia do eleitor, as impressões digitais de todos os dedos das mãos e a assinatura digitalizada.
Quando fazer o cadastramento biométrico
O cidadão não consegue mais cadastrar a biometria a tempo da votação deste ano porque a recepção de novos dados fechou em maio. A Justiça Eleitoral fecha o cadastro meses antes do pleito para consolidar a lista oficial de votantes por seção.
O TSE orienta a população a comparecer aos cartórios eleitorais somente após o fim do pleito para fazer o cadastramento biométrico. Ao comparecer presencialmente na Justiça Eleitoral após a eleição, o eleitor fornece a foto, as digitais das mãos e a assinatura para garantir a atualização completa de seu registro para as futuras votações.
Perguntas frequentes
Quem não fez biometria pode votar?
O que fazer se a biometria der erro na urna eletrônica?
O cadastro da biometria é obrigatório para as eleições?
Como é feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral?
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