Pular para o conteúdo
Assine o boletim Publique seu artigo Anuncie 12/08/2026Entrar
PLANTÃO

CCJ aprova protocolo de atendimento a vítimas de violência

12h39
WED., 12 DE AGO. DE 2026
Processo

CCJ amplia pena por maus-tratos a todos os animais

Texto aprovado em primeiro turno no Senado fixa prisão de 2 a 6 anos, proíbe posse de bichos por condenados e exige consulta prévia em vendas.

Por
𝕏 f
Texto aprovado em primeiro turno no Senado fixa prisão de 2 a 6 anos, proíbe posse de bichos por condenados e exige consulta prévia em vendas.
Foto: Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) · Domínio público 1.0 · via Flickr

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026) o projeto de lei que aumenta a pena por maus-tratos a qualquer animal para até 6 anos de prisão.

Hoje, a punição geral para agressões contra animais varia de 3 meses a 1 ano de detenção. A legislação atual prevê pena mais dura, de 2 a 5 anos, apenas quando o crime envolve cães e gatos. O novo texto iguala a proteção legal para todas as espécies. Se o agressor praticar tortura, abuso sexual, transmitir a violência pela internet ou causar a morte do bicho, a punição sobe e pode chegar a 6 anos de reclusão.

Proibição de posse e cadastro nacional

Quem sofrer condenação definitiva pela Justiça perde de forma automática a guarda de animais e não pode adotar ou comprar outros. A regra também proíbe o infrator de exercer atividades comerciais, profissionais ou assistenciais que envolvam contato direto com bichos.

Para fiscalizar o cumprimento dessa proibição, a proposta cria o Sistema Nacional de Prevenção e Detecção de Maus-Tratos a Animais. O mecanismo terá um canal nacional para denúncias anônimas e manterá um cadastro de infratores consultável por CPF. Canis, gatis, criadouros e qualquer vendedor do comércio legal ficam obrigados a consultar esse banco de dados antes de transferir a posse de um animal vivo.

A matéria merece ser acolhida por estruturar resposta normativa completa, eficaz e coerente contra o fenômeno dos maus-tratos contra os animais

Leila Barros, senadora e relatora da proposta

Regras para adolescentes e famílias

O substitutivo apresentado pela senadora Leila Barros altera a Lei de Crimes Ambientais, a Política Nacional de Educação Ambiental e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A mudança impõe aos pais o dever de educar filhos para o respeito à vida animal.

Se um adolescente cometer atos de crueldade, a proposta prevê a aplicação de serviços comunitários educativos em abrigos ou entidades de proteção. Os pais ou responsáveis também podem receber multas proporcionais ao patrimônio da família.

Situação da proposta no Senado

O projeto principal, de autoria do senador Confúcio Moura, tramita na CCJ em caráter terminativo. Como a relatora fez modificações no texto vindo da Comissão de Meio Ambiente, a matéria precisa passar por uma votação em turno suplementar na própria comissão antes de seguir para a Câmara dos Deputados. Nada muda na prática até a conclusão de todas as votações.

Perguntas frequentes

O que muda na pena por maus-tratos a animais?
A punição passa a ser de 2 a 5 anos de reclusão para agressões contra qualquer animal, podendo atingir 6 anos se houver tortura, abuso sexual, gravação em vídeo ou morte. Hoje, a pena geral é de 3 meses a 1 ano de detenção, aplicando-se 2 a 5 anos apenas a cães e gatos.
Quem for condenado pode voltar a ter animais de estimação?
Não. O projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça prevê a proibição automática de guardar, possuir ou ter a propriedade de bichos para quem for condenado com trânsito em julgado. O infrator também fica impedido de exercer profissões ou comércios que envolvam contato direto com animais.
Como funcionará o cadastro de agressores de animais?
O Poder Executivo criará um cadastro nacional de pessoas condenadas por maus-tratos, acessível por CPF. Todo o comércio legal de animais, incluindo criadouros, canis e gatis, terá a obrigação de consultar essa lista antes de realizar a venda ou transferência de qualquer animal vivo.
Quais são as punições para adolescentes que maltratarem animais?
O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para prever a prestação de serviços comunitários educativos em abrigos de animais e programas de bem-estar. Além disso, os pais ou responsáveis pelo adolescente podem sofrer multas proporcionais às suas condições econômicas.

Leia também