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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

Certidões de óbito da ditadura recebem causa de morte real

Ministério dos Direitos Humanos atualiza registros de vítimas do regime militar para oficializar assassinatos cometidos pelo Estado.

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Ministério dos Direitos Humanos atualiza registros de vítimas do regime militar para oficializar assassinatos cometidos pelo Estado.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) entregou 24 certidões de óbito alteradas para parentes de vítimas da ditadura militar no Rio de Janeiro. A mudança oficializa as mortes causadas pela repressão estatal entre 1964 e 1985.

A alteração do documento atinge familiares de 434 pessoas mortas ou desaparecidas durante a ditadura. O registro original ocultava assassinatos e torturas sob causas falsas ou atestados omissos. Agora, o registro civil passa a declarar expressamente que o óbito ocorreu em decorrência de ação violenta praticada pelo Estado brasileiro. As regras cumprem normas vigentes fixadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Como funciona a correção dos documentos

A atualização do atestado decorre de uma força-tarefa entre o MDHC, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e o Operador Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais. O procedimento altera o livro de registro nos cartórios sem custo para os parentes.

A correção atesta formalmente a responsabilidade das instituições públicas pelos crimes cometidos durante o regime militar. As entregas ocorrem de forma progressiva em capitais de todo o país.

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Mais do que um ato burocrático, é um reconhecimento do Estado brasileiro dos seus erros, pela primeira vez formalizados nesse documento. E, para as famílias, é um encerramento de ciclo finalmente.

Eugênia Gonzaga, presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

Alcance das entregas e impacto financeiro

O governo emitiu 95 certidões para entrega no Rio de Janeiro, das quais 24 documentos foram repassados às famílias na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em âmbito nacional, o governo já corrigiu 400 certidões do total de 434 casos mapeados, acumulando 158 entregas presenciais desde 28 de agosto de 2025.

A alteração da certidão de óbito possui caráter estritamente declaratório e simbólico. O MDHC esclarece que a retificação do registro civil não concede automaticamente indenização financeira aos dependentes. Eventuais pedidos de reparação econômica seguem trâmites e legislações específicas, sem vínculo direto com a entrega do documento impresso.

Perguntas frequentes

A correção da certidão dá direito a receber indenização?

Não. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania esclarece que a retificação da certidão de óbito não gera pagamento automático de indenização. Os pedidos de reparação financeira por perseguição política dependem de processos administrativos e legislações próprias, tramitando de forma independente do registro de óbito.

O que muda na nova certidão de óbito das vítimas da ditadura?

O novo documento substitui informações falsas ou omissões do registro original. A certidão retificada traz o registro oficial de que a morte decorreu de violência praticada pelo Estado brasileiro durante o regime militar, cumprindo resoluções da Comissão Nacional da Verdade e do Conselho Nacional de Justiça.

Quantas certidões de óbito já foram corrigidas pelo governo?

O governo federal já corrigiu 400 certidões de um grupo de 434 pessoas reconhecidas como mortas ou desaparecidas durante a ditadura militar. Deste total, 158 documentos foram entregues em cerimônias presenciais realizadas em sete capitais brasileiras a partir de 28 de agosto de 2025.

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