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Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

Dino envia à PF respostas de partidos sobre emendas

Documentos enviados por dirigentes partidários integram apuração da Polícia Federal sobre desvios de verbas públicas.

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Documentos enviados por dirigentes partidários integram apuração da Polícia Federal sobre desvios de verbas públicas.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Polícia Federal (PF) os depoimentos em que chefes partidários negam interferência na distribuição de verbas parlamentares.

A medida afeta diretamente os dirigentes partidários investigados pela PF e reorganiza o envio de provas sobre desvios de recursos públicos. A decisão passou a valer na segunda-feira (20), data em que o relator despachou o material para os investigadores federais.

O que a decisão muda no processo

A remessa das manifestações permite que a PF cruze os argumentos dos políticos com as provas já coletadas sobre a liberação do dinheiro.

Com o envio do material, os investigadores examinam se apadrinhados políticos usaram siglas partidárias para movimentar verbas da União sem mandato eletivo. O envio atinge os esclarecimentos prestados pelo presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e pelo presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab.

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Considero relevante que tais informações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Federal, visando aos atos de investigação cabíveis no âmbito de sua competência, inclusive para que seja possível a melhor análise das práticas existentes.

Flávio Dino, ministro do STF

Como funcionava a cobrança do STF

O STF cobrou explicações formais de 21 partidos para mapear quem de fato controla a destinação do orçamento federal enviado aos municípios.

A providência decorre de apurações ligadas à Operação Transparência, deflagrada para estancar fraudes com verbas públicas. Na mesma frente de apuração, o relator ordenou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens ligados ao presidente do PL, sob a suspeita de gerenciar verbas orçamentárias sem deter cargo no Congresso Nacional.

O que alegam os presidentes partidários

Tanto a liderança do PL quanto a do PSD protocolaram documentos em que rejeitam qualquer ingerência na liberação dos valores.

Em sua defesa, Valdemar Costa Neto sustentou que não tem cotas nem assina pedidos formais de emendas. Gilberto Kassab afirmou à Corte que a legenda jamais deu respaldo para apadrinhamento de verbas.

Perguntas frequentes

Por que a PF recebeu as declarações dos partidos?
O ministro Flávio Dino enviou os documentos para a Polícia Federal anexar o material aos autos que apuram fraudes na alocação de verbas públicas.
Quem foi notificado a prestar esclarecimentos?
O Supremo Tribunal Federal exigiu respostas de 21 partidos políticos para identificar quem de fato gerencia os recursos orçamentários repassados.
Qual é o valor dos bens bloqueados no processo?
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do Partido Liberal durante as investigações.

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