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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Processo

PGE-RJ processa Grupo Master por perdas de R$ 640 milhões

Ações judiciais pedem o bloqueio de bens, veículos e criptomoedas para reaver recursos públicos aplicados em fundos de investimento do conglomerado.

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Ações judiciais pedem o bloqueio de bens, veículos e criptomoedas para reaver recursos públicos aplicados em fundos de investimento do conglomerado.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) acionou a Justiça nesta quinta-feira (16) para reaver R$ 641,4 milhões do Rioprevidência. O órgão tenta bloquear bens de gestoras ligadas ao Grupo Master.

A medida tenta conter o prejuízo no fundo que paga aposentadorias e pensões dos servidores públicos fluminenses. Se a Justiça aceitar os pedidos, valores em contas bancárias, imóveis, veículos e criptomoedas dos administradores ficarão congelados para garantir o ressarcimento dos cofres públicos.

As ações miram operações em dois fundos específicos. No Texas I FIA, a procuradoria aponta uma manipulação no mercado de ações da Ambipar entre julho e agosto de 2024. Segundo a acusação, a gestora Trustee DTVM comprou papéis de forma coordenada para inflar preços artificialmente. Em novembro de 2025, o fundo descumpriu as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao manter apenas 31% do patrimônio em ações, quando a lei exige ao menos 67%.

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O Rioprevidência foi vítima de uma armadilha arquitetada pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que vendeu ao ente público quotas de um fundo lastreado em uma ação desprovida de fundamento.

Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, em petição judicial

Como funcionava o esquema no fundo Revolution

No fundo Revolution, a gestora Acura alterou regras internas e estendeu prazos de pagamento sem autorização dos cotistas. A mudança elevou em 48 meses o tempo para devolver o dinheiro investido pelo Rioprevidência, detentor de 10,7% do fundo.

A PGE-RJ sustenta que a Acura votou em nome do fundo para renunciar a direitos de voto e alterar o regulamento do FIDC Eicon. A manobra causou prejuízos diretos ao patrimônio previdenciário do estado.

Quais bens a PGE-RJ pede para bloquear

O governo fluminense pediu bloqueios cautelares que somam R$ 616,6 milhões para cobrir as perdas acumuladas. O pedido atinge contas bancárias, veículos, imóveis, embarcações, aeronaves, marcas registradas e moedas virtuais. A ação envolve também a Master Corretora.

O pedido de travamento de valores utiliza o sistema Sisbajud para alcançar ativos financeiros de todos os réus do processo. O conglomerado envolvido está sob liquidação extrajudicial.

O que acontece agora na Justiça

A Justiça fluminense analisará os pedidos liminares da PGE-RJ para decidir se decreta o bloqueio imediato dos bens. O processo não altera, no momento, o pagamento mensal dos aposentados e pensionistas do estado.

Perguntas frequentes

Quem é afetado pelas perdas do Rioprevidência?
As perdas afetam a previdência estadual do Rio de Janeiro, responsável por aposentados e pensionistas do serviço público fluminense. Os pagamentos seguem ocorrendo normalmente enquanto a PGE-RJ tenta reaver os valores na Justiça.
Qual é o valor total que a PGE-RJ tenta recuperar?
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro cobra o ressarcimento de R$ 641,4 milhões. As ações cautelares pedem a indisponibilidade imediata de R$ 616,6 milhões em bens dos administradores.
Quais fundos de investimento estão envolvidos no processo?
Os recursos públicos estavam aplicados nos fundos Revolution e Texas I FIA, ambos vinculados ao Grupo Master. As investigações apontam irregularidades em gestão e compra de ações.

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