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PLANTÃO

Câmara aprova registro de animais pagos com verba federal

15h03
MON., 17 DE AGO. DE 2026
Saúde

Câmara aprova registro de animais pagos com verba federal

Proposta exige inclusão de cães e gatos atendidos por prefeituras e ONGs no sistema SinPatinhas para garantir liberação de verbas da União.

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Proposta exige inclusão de cães e gatos atendidos por prefeituras e ONGs no sistema SinPatinhas para garantir liberação de verbas da União.
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados · CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que torna obrigatório o registro em banco de dados federal de todo animal doméstico atendido com dinheiro público da União.

A medida consta no substitutivo ao Projeto de Lei 5998/25 e alcança prefeituras, órgãos públicos e entidades privadas, como ONGs de proteção animal, que recebam verbas da União voltadas ao manejo populacional, castração, atendimento veterinário ou bem-estar de cães e gatos.

O que muda na prática para municípios e entidades

Prefeituras e organizações que firmarem convênios com o governo federal terão de alimentar o Cadastro Nacional de Animais Domésticos a cada atendimento realizado com verba pública. A comprovação do registro poderá virar cláusula obrigatória para a assinatura e liberação de recursos em contratos futuros.

O projeto original, proposto pela deputada Ana Paula Lima, sugeria criar um sistema próprio para armazenar os dados. No entanto, o relator, deputado Leonardo Monteiro, decidiu vincular as exigências ao SinPatinhas, plataforma pública e gratuita criada em 2024 pela Lei 15.046/24.

fortalece o sistema nacional já instituído

Leonardo Monteiro, deputado e relator da proposta

Sob a gestão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a plataforma reúne registros de cães e gatos, histórico de vacinação, doenças diagnosticadas, identificação por microchip, raça, idade e os dados dos tutores responsáveis.

Proteção de dados e fiscalização dos recursos

O texto aprovado estabelece que a inserção dos dados de atendimentos e tutores deve seguir as diretrizes da legislação sobre proteção de dados pessoais, além de cumprir as exigências de transparência e acesso à informação pública.

Ao utilizar uma base nacional que já funciona, o parlamento busca impedir duplicidade de cadastros municipais e permitir que órgãos de controle acompanhem com exatidão a destinação de cada repasse feito a abrigos e clínicas conveniadas.

Próximas etapas de tramitação

Nada muda de imediato: a obrigação ainda não está em vigor. O texto tramita em caráter conclusivo e segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se receber aval da comissão sem recursos ao plenário, a matéria segue direto para votação no Senado antes de ser enviada para sanção da Presidência da República.

Perguntas frequentes

A nova exigência já está valendo?
Não. A proposta passou apenas pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ser votado pelo Senado antes de virar lei e gerar obrigações.
Quem terá de cadastrar os animais?
A regra alcança municípios, órgãos públicos e instituições privadas ou ONGs que recebam dinheiro da União para realizar castrações, vacinações, cirurgias ou qualquer ação de manejo e proteção de cães e gatos.
Qual sistema será usado para o registro?
O registro será feito no SinPatinhas, plataforma pública e gratuita vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, criada pela Lei 15.046/24 para centralizar dados sobre cães, gatos e seus respectivos responsáveis.
Quais dados do animal entram no sistema?
A plataforma reúne dados sobre identificação, raça, idade, vacinas aplicadas, doenças preexistentes e número do microchip do animal, além das informações de contato dos tutores cadastrados, respeitando a privacidade dos cidadãos.

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