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PLANTÃO

Alcolumbre exige comissões para analisar PEC da escala 6x1

20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Trabalho

PEC 6x1 opõe empresários e governo em debate no Senado

Enquanto lideranças patronais pedem adiamento e negociação direta, representantes sindicais e ministros defendem redução da jornada para 40 horas.

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Enquanto lideranças patronais pedem adiamento e negociação direta, representantes sindicais e ministros defendem redução da jornada para 40 horas.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Senado Federal debateu nesta quarta-feira (1º) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada 6x1. A proposta garante dois dias de folga semanais e reduz o limite de trabalho sem cortar salários.

A mudança atinge trabalhadores regidos pela escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O texto estabelece dois dias de folga na semana e corta a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

O que empresários e oposição criticam

Representantes da indústria, transporte e comércio afirmam que a alteração eleva despesas operacionais e prejudica negócios. Lideranças patronais preferem que os horários continuem negociados diretamente entre patrões e empregados.

O presidente da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Ivo Dall’Acqua, argumentou que o país precisa elevar a produtividade antes de distribuir riquezas. Já o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu uma proposta alternativa da oposição. Essa outra proposta prevê contratos por hora e mantém a escala atual. Skaf pediu que a votação ocorra apenas após as eleições de outubro. Na área de transportes, o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, sugeriu uma transição mais longa, com corte de 1 hora por ano.

Argumentos do governo e dos sindicatos

O governo federal e as centrais sindicais sustentam que o impacto financeiro é absorvível e comparável aos reajustes do salário mínimo. Defensores destacam ganhos na saúde do trabalhador e na produtividade.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, citou estudos que estimam impacto de 7,8% nos custos das empresas. Boulos ressaltou que em 2025 o país registrou 4,1 milhões de afastamentos temporários por saúde, alta de 15% ante 2024, motivados por exaustão e dores corporais.

Um trabalhador mais descansado é um trabalhador mais produtivo.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, alertou para o desgaste no deslocamento diário até o serviço. Para apoiar pequenos negócios no processo, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, citou projeto do Executivo que eleva o teto de faturamento do MEI e autoriza contratação de até dois empregados.

Prazos e situação do texto no Senado

A proposta aprovada na Câmara fixa 60 dias para acabar com a folga única e 14 meses para atingir a jornada semanal reduzida. No momento, o texto continua sem tramitação ativa na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Perguntas frequentes

O que muda na rotina com a PEC 6x1?
A Proposta de Emenda à Constituição acaba com a jornada de seis dias de trabalho para um de folga, garantindo dois dias de descanso por semana. O texto reduz a carga total semanal de 44 para 40 horas sem cortar salários.
A redução da jornada de trabalho reduz o salário?
Não. A proposta estabelece explicitamente a diminuição das horas trabalhadas semanais de 44 para 40 horas sem nenhuma redução no pagamento dos trabalhadores com carteira assinada.
Quando a nova regra da escala 6x1 começa a valer?
A regra ainda não está em vigor. O texto aprovado na Câmara dos Deputados prevê prazo de 60 dias para o fim da escala 6x1 e 14 meses para a transição das horas. No entanto, a matéria segue travada na mesa do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.
Qual é a proposta alternativa apresentada por empresários?
Setores empresariais e a oposição defendem uma proposta citada pelo presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que mantém a escala 6x1 e permite a contratação por hora trabalhada.

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