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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Bancário

Câmara aprova fundos para Sul e Sudeste e reforço ao FPM

Proposta injeta R$ 49,67 bilhões em crédito regional e amplia repasses a municípios. Texto ainda precisa passar pelo Plenário e pelo Senado.

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Proposta injeta R$ 49,67 bilhões em crédito regional e amplia repasses a municípios. Texto ainda precisa passar pelo Plenário e pelo Senado.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/2019), que destina verbas federais para incentivar a economia do Sul e do Sudeste e reforça o caixa de prefeituras de todo o país.

A mudança autoriza municípios e produtores rurais do Sul e Sudeste a pegar empréstimos com juros reduzidos para investir em obras de infraestrutura e projetos produtivos. Junto com as novas linhas regionais, a proposta repassa 1 ponto percentual a mais de impostos federais ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), pago extra todos os meses de março.

Nada muda nas contas públicas de imediato. A liberação dos recursos do FPM e dos novos fundos regionais começa só em janeiro de 2027, caso o texto passe pelo Congresso sem alterações.

O que muda para produtores e prefeituras

A Constituição atual garante verbas exclusivas de desenvolvimento apenas para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Pelo texto aprovado, a União separará 1% do Imposto de Renda, do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto Seletivo para a Região Sul, e outro 1% para o Sudeste.

A entrada desses recursos ocorrerá de forma fatiada. O relator da proposta, deputado federal Arnaldo Jardim, dividiu o repasse do Sudeste: metade do valor entra em janeiro de 2027 e o restante em janeiro de 2028. As verbas não cortam repasses de fundos já existentes em outras regiões.

A criação dos Fundos Constitucionais de financiamento para as Regiões Sul e Sudeste representa um passo necessário para a consolidação de uma política de desenvolvimento regional verdadeiramente isonômica e alinhada ao princípio constitucional da redução das desigualdades.

Arnaldo Jardim, deputado federal e relator da proposta

Arnaldo Jardim, deputado federal e relator da proposta

Impacto de R$ 49,67 bilhões no orçamento

O relatório de Arnaldo Jardim aponta um custo total de R$ 49,67 bilhões nos dois primeiros anos de vigência. A estimativa divide o impacto financeiro em duas etapas econômicas:

  • R$ 16,0 bilhões no orçamento federal do ano de 2027;
  • R$ 33,6 bilhões nas contas públicas do ano de 2028.

O Ministério da Fazenda não emitiu parecer público sobre as cifras. O relator defendeu que o Sudeste reúne bolsões de pobreza em áreas como os vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira, além de periferias urbanas sem acesso adequado a crédito produtivo.

Caminho do texto até a aprovação final

Por se tratar de uma alteração na Constituição, a proposta precisa passar por duas votações no Plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para análise no Senado Federal. O texto exige o apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos em cada casa legislativa para entrar em vigor.

Perguntas frequentes

Quem poderá usar os novos fundos do Sul e Sudeste?
Produtores rurais, empresas e prefeituras localizadas nas regiões Sul e Sudeste poderão obter financiamentos e empréstimos com taxas de juros mais baixas. O objetivo declarado na PEC 231/2019 é financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento produtivo em áreas com menor acesso a crédito.
Quanto as prefeituras vão receber a mais no FPM?
A proposta acrescenta 1 ponto percentual da arrecadação de impostos federais ao Fundo de Participação dos Municípios. Esse repasse adicional ocorrerá anualmente no mês de março e atenderá cidades de pequeno porte de todas as unidades da federação, não apenas do Sul e Sudeste.
A criação dos novos fundos tira dinheiro do Norte e Nordeste?
Não. De acordo com o relatório aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, as verbas destinadas ao Sul e ao Sudeste virão de repasses adicionais da União, sem retirar os recursos já previstos na Constituição para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Quando as novas regras entram em vigor?
As regras não entram em vigor imediatamente. Para valer, a PEC 231/2019 precisa ser aprovada no Plenário da Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Se aprovada, a aplicação dos recursos está prevista para começar a partir de janeiro de 2027.

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