Dino autoriza terceiro inquérito da PF sobre Lulinha
Supremo Tribunal Federal também manda apurar vazamento de dados sigilosos atendendo a pedido feito pela defesa do empresário.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva por suspeita de negócios ilícitos em órgãos federais.
A decisão atendeu a um pedido feito pela própria polícia. Os detalhes do processo tramitam sob segredo de Justiça, mecanismo que restringe o acesso aos autos apenas às partes e aos advogados do caso.
A pedido da defesa do empresário, o ministro determinou também a abertura de outro inquérito. A meta é descobrir quem vazou informações sigilosas ligadas às investigações em andamento.
As três investigações contra o empresário
Com este novo procedimento, a Polícia Federal soma três inquéritos abertos sobre as atividades do filho do presidente da República.
A primeira apuração foca em um suposto esquema de tráfico de influência no Ministério da Saúde. O caso envolve uma empresa do ramo de cannabis medicinal ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes. A investigação não tem relação com descontos indevidos em aposentadorias.
A segunda apuração busca identificar ilegalidades na Dataprev, estatal responsável pelo processamento dos dados de aposentadorias no país. A terceira linha investiga a relação do grupo com outros órgãos federais.
Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento.
Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, advogados de Fábio Luís Lula da Silva
Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, advogados de Fábio Luís Lula da Silva
O que alega a defesa do investigado
Os advogados afirmam ter recebido a notícia sobre o novo procedimento com tranquilidade e prometem demonstrar a legalidade das atividades do cliente.
Em nota oficial, os defensores cobram respostas firmes contra a divulgação indevida de dados e afirmam que apurações sigilosas sofrem com vazamentos seletivos voltados a interesses políticos.
O que muda na prática
A abertura do inquérito concede poder legal para a Polícia Federal colher depoimentos e reunir provas, sem representar condenação antecipada.
A decisão do ministro ocorreu nesta terça-feira (4). Os trabalhos policiais continuam sem data definida para o encerramento do relatório final.
Perguntas frequentes
Quantos inquéritos existem contra Fábio Luís Lula da Silva?
Por que o STF investigará o vazamento de dados?
A abertura do inquérito significa condenação?
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