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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

STF cobra explicações sobre tornozeleira de Débora do Batom

Órgão paulista tem cinco dias para informar se perda de sinal em equipamento da condenada ocorreu por falha técnica ou por violação proposital.

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Órgão paulista tem cinco dias para informar se perda de sinal em equipamento da condenada ocorreu por falha técnica ou por violação proposital.
Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (27) que a gestão penitenciária de São Paulo esclareça falhas no monitoramento de Débora Rodrigues dos Santos.

A decisão fixa o prazo de cinco dias para a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) enviar relatórios sobre o equipamento usado pela cabeleireira, conhecida como Débora do Batom. O objetivo principal do tribunal é esclarecer se as interrupções na transmissão do sinal derivam de problemas operacionais da empresa fornecedora ou de violação intencional do aparelho.

A apuração atende a um requerimento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão ministerial solicitou a checagem técnica detalhada após constatar anormalidades no rastreamento remoto da condenada.

Qual foi a condenação de Débora do Batom

A ré cumpre pena de 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas efetuados em Brasília no ano de 2023. A condenação no STF levou em consideração a presença da moradora de São Paulo nos eventos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Na ocasião das manifestações antidemocráticas, a cabeleireira usou um cosmético para pichar a frase "Perdeu, mané" na escultura A Justiça, instalada na parte frontal do prédio do STF. A conduta foi anexada aos autos processuais como prova do envolvimento direto nos atos na capital federal.

Quem tem direito ao monitoramento e as regras impostas

A Justiça concedeu o regime de prisão domiciliar para Débora em março do ano passado. Desde essa data, a condenada permanece em sua casa, localizada na cidade de Paulínia, no interior do estado de São Paulo.

Para continuar fora do presídio, a ré precisa obedecer a restrições estritas fixadas pelo relator do caso. Além de carregar a tornozeleira eletrônica ligada continuamente, ela não pode acessar redes sociais, nem estabelecer comunicação com outros réus e investigados do processo.

O que acontece em caso de descumprimento

O acompanhamento eletrônico permite que as autoridades monitorem os passos do apenado em tempo real. Se o laudo técnico da SAP-SP indicar que houve alteração manual ou dano ao dispositivo por parte da ré, a prisão em domicílio perde a validade.

O regimento processual estabelece que a quebra de regras cautelares autoriza o relator a determinar a regressão do regime de cumprimento da pena. Com isso, a ré corre o risco de deixar a residência em Paulínia para retornar ao presídio.

Perguntas frequentes

Qual é o prazo para a explicação sobre a tornozeleira?
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fixou o prazo de cinco dias para a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo manifestar-se. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar falhas no monitoramento de Débora Rodrigues dos Santos.
Por qual motivo Débora do Batom foi condenada?
Débora Rodrigues dos Santos recebeu pena de 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 2023 em Brasília. A cabeleireira ficou conhecida após pichar a frase "Perdeu, mané" na escultura A Justiça, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, usando um batom.
O que pode ocorrer se a tornozeleira tiver sido violada?
Se a avaliação técnica indicar que a perda de sinal ocorreu por violação do equipamento, e não por falha operacional, Débora Rodrigues dos Santos poderá perder o benefício da prisão domiciliar. Nesse caso, a ré corre o risco de regressar ao regime fechado em um presídio.
Quais proibições foram impostas a Débora do Batom?
A ré cumpre prisão domiciliar na cidade de Paulínia, em São Paulo, com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. A Justiça proíbe Débora Rodrigues dos Santos de utilizar qualquer rede social e de manter contato com outros investigados pelos atos antidemocráticos cometidos em Brasília.

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