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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

PF trava esquema de R$ 1 bi do PCC e CV no tráfico europeu

Operação Commodity prende nove suspeitos, bloqueia bens bilionários e desarticula rota de exportação de cocaína escondida em sacos de café.

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Operação Commodity prende nove suspeitos, bloqueia bens bilionários e desarticula rota de exportação de cocaína escondida em sacos de café.
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Commodity para desarticular uma rede criminosa acusada de enviar cocaína para a Europa e lavar dinheiro para as duas maiores facções do país.

A operação cumpre ordens expedidas pela Justiça Federal que determinam o sequestro de bens e o bloqueio de valores de pessoas físicas e empresas até o limite de R$ 1 bilhão. Policiais saíram às ruas em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo para cumprir 44 mandados de busca e apreensão e conter os operadores do grupo.

Durante a ação na cidade de Igaratá (SP), um homem apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) reagiu à abordagem policial atirando. Houve confronto e o suspeito morreu no local, em uma mansão. Nenhum agente ficou ferido durante a intervenção.

O que muda para os investigados

A Justiça retirou o patrimônio financeiro do grupo e colocou nove pessoas na cadeia em caráter preventivo. A decisão atinge empresários de fachada, operadores financeiros e intermediários logísticos que prestavam serviços simultâneos ao PCC e ao Comando Vermelho (CV).

Outros quatro alvos de prisão preventiva seguem procurados pelas autoridades. Os investigados responderão por lavagem de capitais, tráfico internacional de entorpecentes e organização criminosa transnacional.

Como funcionava a rota da droga para a Europa

O grupo estruturou uma complexa logística para escoar cocaína por via marítima a partir de portos brasileiros com destino ao continente europeu e à Ásia. Desde 2021, o esquema despachou cerca de 6,5 toneladas de drogas para o exterior.

Para burlar a fiscalização alfandegária, os criminosos escondiam a droga em sacas de café, argamassa e cimento, além de diluir a substância química em garrafas de refrigerante. Em uma das apreensões vinculadas à investigação, realizada no Porto do Rio de Janeiro, agentes interceptaram meia tonelada de cocaína oculta em um carregamento de café com destino à Eslovênia.

O esquema de lavagem de dinheiro

A movimentação bilionária utilizava empresas fictícias criadas exclusivamente para emissão de notas fiscais falsas, conhecidas como 'noteiras'. O dinheiro do tráfico também passava por doleiros especializados em criptomoedas, compras de imóveis de alto padrão e veículos de luxo.

A investigação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nas regionais de São Paulo e Minas Gerais, atuando em conjunto com polícias estaduais na identificação das contas bancárias e bens que blindavam o patrimônio da organização.

Perguntas frequentes

Quais estados foram alvo da Operação Commodity?
A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. As ações miraram endereços ligados a operadores logísticos e financeiros da organização criminosa.
Qual foi o valor bloqueado pela Justiça Federal?
A Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão. O valor visa desidratar a estrutura financeira mantida pelo grupo para ocultação de patrimônio.
Como a cocaína era enviada para o exterior?
O grupo escondia a cocaína em contêineres marítimos, camuflada em sacas de café, cimento e argamassa. Os criminosos também alteravam a substância com processos químicos para diluir a droga em garrafas de refrigerante.
Há quanto tempo o grupo criminoso atuava?
Segundo as investigações da Polícia Federal, a rede logística enviou mais de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa desde 2021, mantendo conexões com as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.

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