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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Criminal

RJ reúne órgãos contra fraude em combustíveis

Reunião promovida pelo Ministério da Justiça reativa comitê de recuperação de ativos para barrar fraudes empresariais e combater o crime organizado no estado.

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Reunião promovida pelo Ministério da Justiça reativa comitê de recuperação de ativos para barrar fraudes empresariais e combater o crime organizado no estado.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reuniu chefias de fiscalização e investigação no Rio de Janeiro para integrar o combate a organizações criminosas do setor de combustíveis. A estratégia une inteligência financeira e repressão penal.

A medida reativa o funcionamento do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), estrutura voltada a rastrear bens mantidos por redes empresariais fraudulentas. A atuação conjunta alcança distribuidoras, postos e empresários investigados por sonegação ou lavagem de dinheiro no mercado fluminense. Os trabalhos operacionais foram alinhados nesta quinta-feira (16).

Como funciona a integração contra fraudes em combustíveis

O plano prevê o compartilhamento de dados fiscais e de inteligência entre a Secretaria de Estado de Fazenda, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro. As três instituições atuam juntas para cruzar informações tributárias e avançar em investigações criminais de forma simultânea.

A aproximação das estruturas de controle busca sufocar financeiramente grupos criminosos que operam na distribuição e revenda de combustíveis. Em vez de fiscalizações isoladas, a fiscalização passa a cruzar autos de infração com apurações sobre lavagem de dinheiro e crime organizado.

O combate às organizações criminosas exige integração entre os órgãos de controle, fiscalização e persecução penal. A atuação coordenada fortalece a capacidade do Estado de identificar os crimes, responsabilizar seus autores e proteger a ordem econômica

Antonio José Campos Moreira, procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Antonio José Campos Moreira, procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

O papel da recuperação de ativos no plano

A retomada do Cira concentra esforços no bloqueio de patrimônio obtido por meio de sonegação e esquemas corporativos. O objetivo central é cobrar dívidas fiscais acumuladas por empresas de fachada e reverter os recursos desviados aos cofres públicos do Rio de Janeiro.

O encontro que selou a parceria ocorreu na sede do Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro. Participaram da negociação três lideranças estaduais: o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, o secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês, e o procurador-geral do Estado, Bruno Dubeux.

O que muda para os postos e distribuidoras de combustíveis

Empresas do segmento passam a enfrentar rotinas de fiscalização integrada entre órgãos tributários e autoridades policiais. A checagem de notas fiscais e da origem dos produtos se torna mais rígida, afetando estabelecimentos com irregularidades cadastrais ou indícios de maquiagem contábil.

A integração busca proteger empresas regulares contra a concorrência desleal provocada por redes mantidas por organizações criminosas. As instituições não divulgaram prazos específicos para a publicação de novos atos normativos ou início de operações em campo.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo da união de órgãos no Rio de Janeiro?
A integração visa combater o crime organizado e impedir fraudes fiscais no setor de combustíveis. A Secretaria de Estado de Fazenda, o Ministério Público e a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro alinharam ações de inteligência para recuperar ativos e punir esquemas ilícitos no mercado fluminense.
O que é o Cira e como ele atuará no setor de combustíveis?
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos é um grupo permanente que une órgãos estratégicos para investigar fraudes e reaver dinheiro público. No setor de combustíveis, o comitê focará no rastreamento de bens e no combate a estruturas empresariais usadas para lavar dinheiro e sonegar impostos.
Quando as novas ações de fiscalização começam a valer?
O material de origem não informa uma data de início para operações em campo ou publicação de resoluções. A reunião realizada definiu o alinhamento estratégico entre as instituições, restando pendente a divulgação de prazos para as próximas fases das ações conjuntas no Rio de Janeiro.

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