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20h56
TUE., 11 DE AGO. DE 2026
Família

Alerj avança com tornozeleira rosa para agressor de mulher

Comissão aprova projeto de lei que impõe equipamento colorido para homens sob medidas protetivas no Estado do Rio de Janeiro.

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Comissão aprova projeto de lei que impõe equipamento colorido para homens sob medidas protetivas no Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (8) parecer favorável ao Projeto de Lei 7.549/26. A proposta obriga agressores de mulheres a usarem tornozeleira eletrônica na cor rosa durante o cumprimento de decisões judiciais no estado.

A votação ocorreu de forma unânime no colegiado. Se aprovada em definitivo pelo Parlamento e sancionada pelo Executivo, a nova regra vai criar uma identificação visual padronizada para os equipamentos de monitoramento do estado.

Quem precisa usar o equipamento colorido

A exigência da tornozeleira rosa alcança homens processados ou condenados em diversos tipos de agressão contra a mulher. A lista abrange casos de violência doméstica e familiar, violência de gênero em relações afetivas, sociais ou institucionais e episódios de violência vicária.

A obrigação da cor diferenciada também se aplica aos enquadramentos por violência sexual, assédio e perseguição. O uso do dispositivo ocorre durante o cumprimento de medidas protetivas de urgência ou decisões cautelares fixadas pelos juízes.

Objetivos da identificação visual

A padronização na cor rosa tem como objetivo facilitar o trabalho dos agentes de segurança pública. Ao identificar a cor do aparelho, o policial reconhece a situação de monitoramento durante abordagens e patrulhamentos de rotina.

A medida busca combater a reincidência de agressões e fortalecer a proteção das vítimas e das redes de apoio. A intenção é dar mais efetividade ao afastamento determinado pelas ordens judiciais.

Direitos do monitorado e restrições de divulgação

O texto estabelece regras para impedir o uso vexatório da tornozeleira eletrônica. Ficou proibida a divulgação da identidade do investigado vinculada à marcação do equipamento em redes sociais ou veículos de imprensa, salvo em casos de necessidade comprovada da segurança pública.

O agressor também receberá um documento impresso com a lista de direitos assegurados por lei. O papel trará os canais oficiais disponíveis para o envio de reclamações ou questionamentos sobre o funcionamento do sistema.

Situação da proposta na Alerj

Nada muda na prática até a aprovação final da proposta no Rio de Janeiro. O relatório aprovado na comissão envia o projeto para o plenário da Alerj, onde os deputados estaduais podem propor alterações e emendas ao texto original.

O material divulgado não informa a data em que o Plenário vai votar o projeto de lei.

Perguntas frequentes

O que é o projeto da tornozeleira rosa?
O Projeto de Lei 7.549/26 estabelece a cor rosa para as tornozeleiras eletrônicas usadas por agressores de mulheres no Rio de Janeiro. A medida facilita a identificação do monitorado por agentes de segurança e busca inibir novas agressões durante o cumprimento de decisões judiciais.
Quem terá que usar a tornozeleira rosa?
A regra alcança homens submetidos a medidas protetivas ou cautelares por violência doméstica, familiar, de gênero, vicária, sexual, assédio ou perseguição. A obrigação dependerá da aprovação final do projeto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
A tornozeleira rosa já está valendo no Rio de Janeiro?
Não. O projeto recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça, mas ainda precisa ser votado no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e passar pela sanção do governador para se tornar lei no estado.
A imagem do agressor pode ser divulgada nas redes sociais?
Não. O texto do projeto proíbe expressamente a divulgação da identidade do monitorado associada à marcação em redes sociais ou veículos de comunicação, exceto quando houver uma finalidade legítima de segurança pública determinada pelas autoridades.

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